Às vésperas da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo plenário da Câmara, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) defendeu ontem que o processo de deposição da presidente da República não pode atender “interesses pessoais, partidários e corporativistas”, respeitando “o ordenamento jurídico do Estado Democrático de Direito”.
“Seria deselegante de nossa parte ficarmos citando nomes, mas creio que essas questões todas envolvem também o julgamento do impeachment. É preciso ter consciência de que não pode ser um mero interesse pessoal, partidário e corporativista. Tem que seguir a Constituição e a verdade dos fatos”, afirmou dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário-geral da CNBB, citando trecho da declaração divulgada pela entidade.
Em documento intitulado “Declaração da CNBB sobre o momento nacional”, divulgado nesta quinta, durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, que termina hoje em Aparecida, interior paulista, a entidade diz que o “bem da nação requer de todos a superação de interesses pessoais, partidários e corporativistas”.