POLÍTICA

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Para relator da comissão no Senado, Dilma cometeu atentado à Constituição

Folhapress

| Edição de 03 de agosto de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O relator do processo do impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), apresentou ontem seu relatório, com mais de 400 páginas, favorável ao impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT). O tucano leu o documento na Comissão Especial do Impeachment ao longo da tarde.

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No parecer, Anastasia afirma que há provas, por ação direta ou omissão, nos crimes de responsabilidade nos dois casos em que é acusada: a abertura de créditos suplementares sem autorização do Congresso Nacional e as pedaladas fiscais, que são operações de crédito realizadas com bancos públicos controlados pela União.

“A gravidade dos fatos constatados não deixa dúvidas quanto à existência não de meras formalidades contábeis, mas de um autêntico atentado à Constituição”, afirma Anastasia no documento.

Para o tucano, os decretos analisados pela comissão especial e assinados por Dilma promoveram alterações na programação orçamentária incompatível com a obtenção da meta de resultado primário vigente à época. Para Anastasia, Dilma tinha “plena consciência” de que a meta de resultado não seria cumprida, “o que revela conduta irresponsável”.

Em relação às pedaladas, o relator diz que a omissão da presidente permitiu o financiamento de despesas primárias pelo Banco do Brasil por meio de operação de crédito, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com o relatório, o comportamento foi deliberado já que, para ele, os passivos do Tesouro Nacional com os bancos públicos eram impossíveis de serem saldados sem a participação direta de Dilma. O advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, contestou o relatório.