POLÍTICA

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Paranaense Osmar Serraglio é escolhido ministro da Justiça

Folhapress

| Edição de 24 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O deputado federal pelo PMDB do Paraná Osmar Serraglio foi escolhido pelo presidente Michel Temer (PMDB) para o Ministério da Justiça. A decisão foi tomada nesta quinta-feira.
A escolha contempla demanda da bancada do PMDB na Câmara, que vinha pleiteando mais espaço no governo.
Serraglio tem 68 anos e nasceu em Erechim, no Rio Grande do Sul. Advogado e professor de direito, foi eleito em 2016 presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o mais importante colegiado da Casa, em meio ao processo que levou à cassação do mandato do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Imagem ilustrativa da imagem Paranaense Osmar Serraglio é escolhido ministro da Justiça
Deputado federal Osmar Serraglio


Era visto na época como um parlamentar ligado à ala de Cunha dentro do partido. Sob sua tutela, porém, a CCJ acabou recusando recursos apresentados pelo hoje ex-congressista contra o processo de quebra de decoro no Conselho de Ética - episódio que culminou com a cassação do mandato do carioca pelo plenário da Casa.
Antes, Serraglio foi relator da CPI dos Correios, berço das apurações sobre o escândalo do mensalão do PT na Câmara.
lçado à função em junho de 2005 com o apoio do governo petista, acabou chegando ao final dos trabalhos em atrito com aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Este ano, concorreu à vice-presidência da Câmara, mas foi derrotado no segundo turno pelo colega de bancada Fábio Ramalho (PMDB-MG).
Serraglio tem a simpatia de nomes ligados de outros partidos, como o PSDB. Entre os tucanos, é visto como um homem moderado e “de respeito”.
A indicação para a pasta ocorre após a saída de Alexandre de Moraes, que deixou o ministério no início deste mês após ser indicado por Temer para a vaga do ministro Teori Zavascki no STF (Supremo Tribunal Federal).
A nomeação de Moraes foi aprovada quarta-feira pelo plenário do Senado.
Serraglio assumirá o ministério em meio a uma forte pressão contra interferências políticas na Operação Lava Jato e à ameaça de novas crises na segurança pública.
Ele não foi a primeira opção de Temer. Acabou se destacando entre as indicações levadas ao presidente depois que o ex-ministro do STF Carlos Velloso recusou convite para assumir a pasta, alegando compromissos com clientes de seu escritório de advocacia.

CONVITE ACEITO
Serraglio confirmou no início da noite de ontem que aceitou o convite de Michel Temer para comandar o Ministério da Justiça e disse que acertou com o presidente o compromisso de manter “distância” da Operação Lava Jato.
“A ordem é manter distância da Lava Jato, porque a gente sabe que qualquer coisa que você faça, você se contamina, então é pra deixar pra lá”, disse Serraglio.