O chefe da perícia da Polícia Federal na operação Lava Jato em Curitiba (PR), Fábio Salvador, afirmou que é uma “humilhação” a contratação de um perito particular pela defesa de Michel Temer no caso das gravações feitas por um dos donos da JBS, Joesley Batista.
O advogado convocado pelo presidente para cuidar das acusações, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, contratou o perito Ricardo Molina para avaliar o áudio, diante da desconfiança do governo de que havia edições e cortes no que foi entregue para o Ministério Público.
Em coletiva de imprensa, Molina afirmou que o material não pode ser usado como prova e apontou “obscuridades”.
Salvador criticou a apresentação de um laudo em tão pouco tempo, cerca de 24 horas, e sem a análise do aparelho usado para gravar.
“Como é que alguém conclui alguma coisa em apenas 24 horas, em período tão curto, sem sequer ter o aparelho? Isso demonstra um interesse, uma motivação. Que tem um viés”, disse à reportagem o chefe da perícia.
“É decepcionante o uso que está se fazendo da expressão perito criminal. É uma humilhação”.
A PF recebeu nesta segunda um dos gravadores utilizados pelo empresário.
O segundo aparelho é esperado por delegados para a perícia. Ao STF (Supremo Tribunal Federal), a polícia afirmou que vai demorar 30 dias para ter uma conclusão.
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