POLÍTICA

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PF apreende contrabando em Apucarana e Arapongas

DA REDAÇÃO

| Edição de 24 de fevereiro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Cerca de R$ 1 milhão em mercadorias foram apreendidas ontem em uma ação conjunta realizada pela Polícia Federal (PF) e Receita Federal em Apucarana e Arapongas. Denominada operação ‘Arapuca’, a fiscalização de repressão ao contrabando confirmou denúncias de comércio de produtos eletrônicos e telefones celulares estrangeiros sem a regular importação desses materiais nas duas cidades. Seis lojas foram fiscalizadas.

“Superou as expectativas pelo grande volume de mercadorias estrangeiras encontradas nos estabelecimentos sem nota fiscais, ou seja, oriundas do descaminho”, informou a Receita Federal.
Ao todo, foram retidos 149 volumes de mercadoria (sacas de ráfias e caixas de papelão) contendo relógios, bebidas, óculos de sol, telefones celulares, caixas de som, fones de ouvido, pendrive, e outros eletrônicos.
As cargas foram encaminhadas em dois caminhões furgões para a delegacia da Receita Federal em Londrina. Segundo o delegado Kandy Takahashi, da Polícia Federal, a operação foi deflagrada após denúncias. “Nós recebemos várias denúncias de comerciantes alegando concorrência desleal pela prática citada por eles como predatória e nós demos uma resposta a essa demanda”, explica.
A Receita Federal atuou com 12 agentes na fiscalização e a PF, com 20 policiais nas duas cidades em seis estabelecimentos específicos, sendo 4 em Apucarana - localizados na Avenida Curitiba e Rua Ouro Branco - e 2 em Arapongas. “A partir das denúncias, nós identificamos quais seriam os alvos e não agimos aleatoriamente. Agimos em Apucarana e Arapongas para frear o avanço do grupo com as prováveis irregularidades nas lojas”, enfatiza.
Após a retirada das mercadorias, as lojas voltaram a funcionar. “Os estabelecimentos estão legalmente estabelecidos, então quanto ao funcionamento, não houve restrição, salvo as mercadorias que foram recolhidas”, explica Takahashi.
Os produtos apreendidos foram catalogados e serão apresentados no depósito da Receita Federal de Londrina aos proprietários ou representantes legais das lojas na sexta-feira (26). Na oportunidade, conforme explica a Receita, os comerciantes terão oportunidade de comprovar a origem lícita dos bens.
O delegado da PF pontua que a não comprovação sujeitará os proprietários desses estabelecimentos à perda dos bens e responsabilização penal pelo crime de sonegação fiscal, contrabando ou descaminho.
O nome ‘Arapuca’, além de fazer alusão às iniciais das duas cidades, também faz menção ao significado da palavra como armadilha, ou seja, os consumidores compravam mercadorias sem nota fiscal e garantia e as vezes também falsificadas (contrafeitas).