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PF prende ex-gerente da Petrobras por destruição de provas

Folhapress

| Edição de 20 de outubro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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PF prende ex-gerente da Petrobras por destruição de provas 
O ex-gerente-executivo internacional da Petrobras Luís Carlos Moreira da Silva foi preso preventivamente em ação da Polícia Federal, ontem, sob suspeita de destruir provas.
Despacho do juiz Sergio Moro, que autorizou a prisão, afirma que Moreira “apagou seletivamente” mensagens em sua caixa postal. O fato foi descoberto porque o destinatário - também investigado na Lava Jato - não deletou os e-mails.
Moreira é acusado de ser um dos “arquitetos e beneficiários” de acertos de corrupção em contratos de fornecimento de navios-sonda da Petrobras. Ele foi condenado a 12 anos de prisão.
O Ministério Público Federal informou que o ex-gerente foi preso também para que parasse de movimentar recursos ocultados no exterior, o que impossibilitaria a sua recuperação.
Moreira já havia sido alvo da Lava Jato em 2015, quando a polícia realizou buscas e apreensões em residências ligadas ao ex-gerente. Ele também é investigado por desvios na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
Além da prisão de Moreira, a PF cumpriu em outra operação simultânea dez ordens judiciais relacionadas a uma investigação sobre pagamento de vantagens indevidas a executivos da Petrobras pelo Setor de Operações Estruturadas do grupo Odebrecht, o departamento de propina da empresa.
O montante do valor desviado chega a R$ 95 milhões, segundo a PF. Os investigados responderão pela prática dos crimes de associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.
Em nota, a PF afirma que “há indícios concretos de que um grupo de gerentes da Petrobras se uniu para beneficiar o grupo Odebrecht em contratações com a petroleira, mediante o pagamento de valores de forma dissimulada em contas de empresas offshores estabelecidas no exterior”.