O bancário aposentado Hermes Gonçalves diz que vota no candidato a presidente Fernando Haddad (PT) por acreditar que ele vai dar continuidade ao processo democrático instalado no País após a ditadura militar e é sinônimo de garantia dos direitos da classe trabalhadora. Além disso, Haddad é a cara nova do PT, com uma postura diferente de governar.
“Voto no Fernando Haddad, como princípio de tudo, pela continuidade do processo democrático construído no País após a ditadura militar. As outras razões vêm enquanto defesa dos direitos da classe trabalhadora.
As últimas reformas que foram aprovadas no Congresso, entre elas a trabalhista com a terceirização do trabalho, implicam drasticamente em prejuízo para a classe trabalhadora.
Voto no Haddad porque em seu programa de governo ele concorda que muitas propostas que foram aprovadas no Congresso, como a reforma trabalhista, podem ser revistas.
Outra razão para votar no Haddad é a sua intenção de suspender a Emenda Constitucional 55, a chamada PEC da Morte, que congela os investimentos públicos por 20 anos. Esta falta de investimentos atinge principalmente os serviços públicos que a população mais necessita, como saúde, educação e segurança pública, entre outros. É como você deixasse de fazer reparos ou consertos necessários em sua casa durante 20 anos. O que aconteceria com sua casa?
O que também me atrai e me leva a votar no candidato Fernando Haddad é o seu reconhecimento estratégico de proteção e manutenção de empresas estatais importantes como Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES, que são fundamentais para o País. O Haddad tem deixado bem clara a importância dessas estatais para o desenvolvimento do País.
Voto no Haddad porque ele já se posicionou pela reforma bancária visando principalmente diminuir os juros altos e a margem do spread bancário, pela isenção do imposto de renda para quem ganha até cinco salários mínimos e pela taxação das grandes fortunas.
Enfim, voto no Haddad porque ele é a cara nova do partido, com outra postura de governo. Quando foi ministro da Educação, ele gerenciou um orçamento de R$ 100 bilhões por ano e apresentou mais de 50 projetos. Ele, inclusive, conseguiu organizar uma corregedoria dentro do ministério de controle de todos os gastos públicos. Tanto que, depois de sete anos de ministro, ele saiu sem nenhuma denúncia de corrupção. O mesmo ele fez quando foi prefeito de São Paulo.
Nossa crença é que a população faça comparações de propostas e se paute pela liberdade democrática.