POLÍTICA

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PP defende renúncia de Maranhão do cargo

Folhapress

| Edição de 11 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após uma reunião de mais de duas horas ontem, a bancada do PP (Partido Progressista) na Câmara dos Deputados, que tem 47 parlamentares, decidiu pressionar o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), a renunciar ao cargo de vice-presidente e ao comando da Casa.

Imagem ilustrativa da imagem PP defende renúncia de Maranhão do cargo
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O líder da bancada do partido, Aguinaldo Ribeiro (PI), ex-ministro no governo Dilma Rousseff entre 2012 e 2014, disse que vai procurar Maranhão para lhe comunicar pessoalmente a decisão e pedir que ele faça “uma saída negociada”.

O plano pepista inclui, em troca da saída de Maranhão do comando da Casa, um tratamento menos duro em um eventual processo no Conselho de Ética do partido. Parte dos parlamentares quer a expulsão de Maranhão da sigla.

Mas o deputado Júlio Lopes (SP) antecipou-se e foi ao encontro de Maranhão por volta das 13h desta terça na sala da primeira vice-presidência da Casa. Após o encontro, Lopes disse aos jornalistas que pediu a Maranhão que renuncie ao cargo, o que abriria uma possibilidade, segundo o deputado, de que outro nome do PP seja indicado à vice-presidência.

Para Lopes, o recuo de Maranhão anunciado no início da madrugada, quando ele revogou o ato de anulação do impeachment, não mudou a situação do parlamentar dentro e fora do partido. “Ele não tem nenhuma condição de comandar nenhuma reunião na Casa, no plenário nem no colégio de líderes”, disse Lopes.

Às 13h30, ao deixar a sala, Maranhão foi cercado por dezenas de jornalistas no corredor mas se recusou a responder às perguntas se estaria disposto a renunciar ao cargo.

O conselho para que Maranhão deixe o cargo em troca de não sofrer punições mais graves também foi definido em reunião entre líderes do PMDB, partidos do “centrão” e da oposição ao governo Dilma. (FOLHAPRESS)