A porta da garagem do Instituto Lula, localizado na rua Pouso Alegre, no Ipiranga, zona sul da capital paulista, foi pichada na noite de sexta-feira com frases ofensivas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A pichação ocorreu após um dia tumultuado, em que Lula foi o alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Aletheia. O Instituto Lula foi um dos locais vasculhados pela Polícia Federal nas primeiras horas da manhã. Cerca de 60 policiais levaram computadores, celulares e pendrives. Também vasculharam o teto e reviraram arquivos.
“Lula ladrão. Basta de corrupção. Sua hora chegou corrupto”, dizem as frases escritas na porta.
Um homem que acabara de visitar o amigo na unidade do Hospital São Camilo no mesmo bairro testemunhou a pichação. “Eram três garotos e uma menina. Eles picharam a porta tranquilamente. Enquanto escreviam, motoristas passaram e xingaram o Lula”, conta Fábio H., que prefere não ter o sobrenome revelado. Segundo Fábio, que fotografou a porta com as frases, não havia policiais ou seguranças particulares por perto na hora em que o grupo agiu.
No dia 31 de julho do ano passado, o Instituto Lula foi alvo de um ataque a bomba. Durante a madrugada, uma bomba caseira foi arremessada em direção à sede do instituto e deixou um buraco na porta da garagem, a mesma agora pichada. Não houve feridos.
Em agosto, o então ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, determinou que a Polícia Federal investigasse o ataque. Antes da determinação, as apurações eram feitas pela Polícia Civil de São Paulo.
ATO PRÓ-LULA
Ontem pela manhã, sindicatos ligados ao PT fizeram um ato em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em frente à sua casa em São Bernardo do Campo, um dia depois do petista ter sido levado a depor coercitivamente pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. A manifestação teve a participação da presidente Dilma Rousseff (PT), juntamente coo o deputado federal Vicentinho e a deputada estadual Ana do Carmo (PT-SP).
“A participação foi voluntária e não fizemos convocação. Sabemos que a nossa luta será longa e precisamos de gás”, disse Brás Marinho, presidente municipal do PT em São Bernardo.