POLÍTICA

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Prédio do Instituto Lula amanhece pichado em São Paulo

Folhapress

| Edição de 06 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A porta da garagem do Instituto Lula, localizado na rua Pouso Alegre, no Ipiranga, zona sul da capital paulista, foi pichada na noite de sexta-feira com frases ofensivas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A pichação ocorreu após um dia tumultuado, em que Lula foi o alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Aletheia. O Instituto Lula foi um dos locais vasculhados pela Polícia Federal nas primeiras horas da manhã. Cerca de 60 policiais levaram computadores, celulares e pendrives. Também vasculharam o teto e reviraram arquivos.

“Lula ladrão. Basta de corrupção. Sua hora chegou corrupto”, dizem as frases escritas na porta.

Imagem ilustrativa da imagem Prédio do Instituto Lula amanhece pichado em São Paulo

Um homem que acabara de visitar o amigo na unidade do Hospital São Camilo no mesmo bairro testemunhou a pichação. “Eram três garotos e uma menina. Eles picharam a porta tranquilamente. Enquanto escreviam, motoristas passaram e xingaram o Lula”, conta Fábio H., que prefere não ter o sobrenome revelado. Segundo Fábio, que fotografou a porta com as frases, não havia policiais ou seguranças particulares por perto na hora em que o grupo agiu.

No dia 31 de julho do ano passado, o Instituto Lula foi alvo de um ataque a bomba. Durante a madrugada, uma bomba caseira foi arremessada em direção à sede do instituto e deixou um buraco na porta da garagem, a mesma agora pichada. Não houve feridos.

Em agosto, o então ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, determinou que a Polícia Federal investigasse o ataque. Antes da determinação, as apurações eram feitas pela Polícia Civil de São Paulo.

ATO PRÓ-LULA

Ontem pela manhã, sindicatos ligados ao PT fizeram um ato em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em frente à sua casa em São Bernardo do Campo, um dia depois do petista ter sido levado a depor coercitivamente pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. A manifestação teve a participação da presidente Dilma Rousseff (PT), juntamente coo o deputado federal Vicentinho e a deputada estadual Ana do Carmo (PT-SP).

“A participação foi voluntária e não fizemos convocação. Sabemos que a nossa luta será longa e precisamos de gás”, disse Brás Marinho, presidente municipal do PT em São Bernardo.