Em entrevista à revista inglesa "The Economist", o presidente Michel Temer (PMDB) afirmou que prefere "ser impopular do que ser populista" e relativizou críticas de que seu governo seria ilegítimo. Questionado pela publicação a respeito de pichações com o slogan "Fora Temer", o presidente afirmou se tratar de uma mostra da "vibrante democracia" do país.
O peemedebista afirmou à "Economist", em conversa publicada ontem, que entregará para seu sucessor em 2019 um país "de volta aos eixos". Além disso, Temer citou sua própria aposentadoria para defender a reforma da Previdência, um dos principais pontos de seu programa e também uma das maiores polêmicas. O peemedebista, hoje aos 76 anos, se aposentou aos 55 anos.
À publicação, o presidente afirmou que as reformas propostas por seu governo servirão para "proteger os programas sociais" e defendeu uma reforma política. "O Brasil não tem partidos, tem acrônimos", afirmou.
A respeito do julgamento da ação no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação da chapa que elegeu Dilma Rousseff e Temer em 2014, o peemedebista afirmou estar "tranquilo" e reafirmou que as doações recebidas foram feitas de maneira legal.
GAFES
Um dia após ter protagonizado gafes no Dia Internacional da Mulher, Temer recorreu ontem às redes sociais para defender direitos iguais "em casa e no trabalho".
Em mensagem, o peemedebista disse que o atual governo não irá tolerar "preconceito e violência contra a mulher" que "fará de tudo para que mulheres ocupem cada vez mais espaço na sociedade".
"Que as mulheres tenham direitos iguais em casa e no trabalho. Não vamos tolerar preconceito e violência contra a mulher", disse. A mensagem é uma tentativa do presidente de amenizar as declarações feitas na quarta-feira (8), quando o presidente disse que tem "convicção do quanto a mulher faz pela casa".