POLÍTICA

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Promotoria pede a cassação do diploma de vereador de Apucarana

DA REDAÇÃO

| Edição de 10 de julho de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) da Comarca de Apucarana pediu ao Juízo Eleitoral a cassação do diploma do vereador apucaranense Valdeir Tiago Batista Cordeiro de Lima (MDB). O pedido foi feito baseado em ação judicial de investigação eleitoral, onde ele é denunciado pela prática de suposto abuso de poder econômico e político durante a campanha eleitoral do ano passado.

Conforme consta da ação, Tiago Cordeiro de Lima, que foi eleito com 1.035 votos nas eleições de 15 de novembro de 2020, teria praticado crime eleitoral através de fornecimento de vale combustível a pelo menos 44 pessoas para que essas adesivassem veículos com sua propaganda eleitoral. 
De acordo com o promotor eleitoral Eduardo Cabrini, durante o procedimento investigatório criminal foram notificadas e ouvidas 44 pessoas que assinaram o termo de “concessão de veículo” com o candidato. A maioria delas confirmou ter recebido “vale combustível” mediante colocação de “perfurade” (adesivo plástico) com propaganda eleitoral do candidato em seus veículos.
Em suas alegações finais, Eduardo Cabrini requer à Justiça Eleitoral que a ação seja julgada totalmente procedente com as seguintes finalidades: cassar o diploma do vereador eleito Valdeir Tiago Batista Cordeiro de Lima; tornar todos os representados inelegíveis por oito anos; e aplicação de multas a todos os representados em valor a ser fixado pela Justiça Eleitoral considerando a gravidade das condutas ilícitas praticadas e a quantidade de eleitores beneficiados com essa conduta.
O advogado de defesa Guilherme Gonçalves disse ontem que já está preparando as alegações finais no processo, considerando que o vereador eleito em momento algum praticou crime eleitoral durante a campanha. “Com todo respeito, numa petição com 199 páginas o promotor não conseguir produzir uma prova sequer contra o candidato a vereador”, afirma Guilherme Gonçalves.
Segundo ele, o promotor simplesmente partiu de uma denúncia anônima e tentou de todas as formas achar alguma prova que incriminasse o candidato, porém não foi isso que aconteceu, após ter ouvido mais de 50 pessoas e ter vasculhado com a polícia os escritórios do candidato e do seu pai. 
“É como a velha expressão que diz ‘uma montanha pariu um rato’; aqui neste caso uma montanha pariu uma formiga”, afirma o advogado, que garante estar tranquilo com relação à absolvição do vereador perante o Juízo Eleitoral.