POLÍTICA

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Protesto reúne milhares de pessoas em Apucarana

Edison Costa

| Edição de 15 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Cerca de 12 mil pessoas, na avaliação dos organizadores, e 10 mil na estimativa da Polícia Militar, participaram domingo à tarde, em Apucarana, das manifestações de protesto contra o governo federal. O evento reuniu também gente de Cambira, Califórnia, Jandaia do Sul, Marilândia do Sul e até de Maringá.

Assim como em todo o País, eles pediram o impeachment da presidente Dilma, reforçaram apoio ao juiz federal Sérgio Moro, que comanda a operação Lava Jato, e gritavam “fora Dilma” e “fora Lula”.

Imagem ilustrativa da imagem Protesto reúne milhares de pessoas em Apucarana

A concentração começou por volta das 15 horas, na Praça Rui Barbosa, que ficou completamente tomada. Os participantes, a maioria vestidos de verde e amarelo e também de preto, simbolizando luto pela crise econômica e política do País, cantaram o Hino Nacional, fizeram a oração do Pai Nosso, discursaram e seguiram em caminhada pela avenida Curitiba, ruas Ponta Grossa e Galdino Gluk Júnior e retornando à praça pela Avenida Curitiba. Também houve queima de fogos de artifício. No trajeto gritavam “Fora Dilma” e “Lula na cadeia”.

“O povo de Apucarana está manifestando de forma democrática e legítima que não suporta mais este governo que aí está”, disse Fernando Felipetto, presidente do grupo “Cristãos pelo Brasil”, um dos organizadores do ato público.

Para André Romagnolli, integrante do grupo, esta foi a maior manifestação contra o governo Dilma realizada na cidade. “Mais uma vez o povo de Apucarana mostra que está descontente com esta situação caótica que o País vive”, afirmou.

O psicólogo e professor Henrique Benevenuto rebateu notícias que correram na cidade durante a semana falando mal do grupo “Cristãos pelo Brasil”. “Disseram que este grupo é político e constituído de pessoas que não têm credibilidade. Eu faço parte deste grupo, que tem uma missão, tem valores, defende o direito à propriedade, não tem partido político, combate a corrupção e defende punição aos corruptos”, disse.

O pintor Nelson Hugo de Souza Júnior também usou o microfone para manifestar sua indignação com o governo Dilma. “Estou cansado desses políticos, eles me enojam, só pensam neles”, afirmou o pintor, lendo um trecho do poeta e escritor Rui Barbosa: “A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo. É o solo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, a língua e a liberdade”.

Passeata em Arapongas lota avenida
O movimento “Fora Dilma” foi considerado bastante significativo em Arapongas. Cerca de 6 mil pessoas participaram da manifestação, segundo avaliação dos organizadores. A Polícia Militar calculou em 3 mil.
De acordo com César Canassa, coordenador do Movimento Brasil Livre, cinco quarteirões da Avenida Arapongas foram ocupados por pessoas, além de motociclistas, ciclistas e jipeiros que também acompanharam a passeata, que teve início na Praça Mauá e terminou na praça do Santuário Nossa Senhora Aparecida.
Os manifestantes se vestiram com as cores da Bandeira Nacional, portando faixas e cartazes contra Dilma e manifestando apoio ao juiz Sérgio Moro.
“O Brasil inteiro está descontente com este governo. E neste domingo o povo brasileiro deu um recado ao Congresso: se não houver alguma mudança, se não houver impeachment da Dilma, o povo volta às ruas novamente e com mais força ainda”, afirmou Canassa.

Estudantes comandam ato público em Ivaiporã
Cerca de 300 pessoas participaram na manhã de domingo, em Ivaiporã, da manifestação contra a corrupção e contra o governo de Dilma Roussef. A mobilização teve início em frente à Câmara de Vereadores e seguiu em caminhada até a Praça Manoel Teodoro da Rocha.
Desta vez, o manifesto foi coordenado por um grupo de jovens. A professora de História, Stéfani Onesko, disse que o ato público era em apoio ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao juiz Sérgio Moro que coordena a operação Lava Jato. “Somos contra as mazelas do governo atual e o esquema de corrupção que está afundando o nosso País. Queremos que toda essa investigação resulte de uma vez por todas na condenação e prisão dos culpados”, declarou.
O estudante de Direito, Lucas Lira, levou uma faixa em apoio às instituições federais que apoiam as investigações de corrupção. Ele diz que o atual governo está afundando o Brasil. “A gente pode medir o estrago de duas maneiras. Mas, o que mais me perturba é o que este governo fez com nossos valores morais, inseminando ódio, jogando o branco contra o negro, o pobre contra o rico, o patrão contra o empregado. Isso é inaceitável”, assinala Lira.