O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin foi oficializado candidato à Presidência da República neste sábado em convenção nacional do PSDB, ao lado de sua candidata a vice, senadora Ana Amélia (PP).
Alckmin teve sua candidatura homologada por 288 votos a favor, 1 abstenção e 1 voto contra após conquistar apoio do centrão (DEM, PP, PR, PRB e SD) e de PSD, PTB e PPS, maior arco de aliança entre os presidenciáveis.
Até chegar no ato deste sábado, o tucano teve que enfrentar meses de crise partidária e desempenho decepcionante em pesquisas.
Lidou com a pressão de correligionários para substituí-lo, o deboche de adversários à esquerda e à direita e o desânimo de sua própria equipe.
Agora, tem cerca de 40% do tempo de televisão e capilaridade partidária, o que reverteu o clima de abatimento que assombrava seu entorno.
Mas Alckmin agora tem outra dificuldade: o peso da aliança com partidos conhecidos pelo fisiologismo e lideranças envolvidas em diversos esquemas de corrupção.
O tema também atinge o candidato e a sua legenda, o que esvazia o discurso que sustenta contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, e o PT, adversário histórico do PSDB.
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