POLÍTICA

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Ratinho Jr. destaca medidas do primeiro ano de governo

Da Redação

| Edição de 24 de dezembro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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EDITORIA DE POLÍTICA
APUCARANA
As ações em infraestrutura, os novos programas sociais e de enxugamento na máquina pública, além de inovações na educação, a regionalização da saúde, investimentos nos municípios e geração de empregos. Esses são alguns dos destaques do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) sobre o primeiro ano de administração do Estado. Ratinho Junior reforça que a gestão está baseada no tripé eficiência administrativa, olhar social e planejamento estratégico de infraestrutura. “Temos que agir agora e pensar no futuro”, ressalta o governador. Confira a entrevista: 

O ano foi marcado por corte de gastos e congelamento de salários. Como avalia as medidas?
O primeiro ano é sempre de ajustes, de organizar a equipe, de colocar de pé aquilo que queremos construir. Acredito que foi um bom ano. Enxugamos a máquina pública, cortamos de 28 para 15 secretarias, congelamos o salário do primeiro escalão, cortamos cargos comissionados e mordomias como as aposentadorias dos governadores e o jatinho alugado que custava R$ 5 milhões por ano. Temos como resultados práticos a revisão dos contratos, que trouxe economia para o Estado. Todas as licitações são transmitidas ao vivo pela internet e o cidadão pode acompanhar, com muita transparência. Todos podem fiscalizar. Além disso, implementamos o compliance, que é uma metodologia administrativa moderna, que faz a prevenção de desvios de conduta. Também foi um ano de pacificação política. Construímos uma agenda com os três senadores e a bancada federal, o que tem trazido investimentos e convênios com o governo federal. Tivemos uma parceria muito produtiva e harmoniosa com a Assembleia Legislativa e com os demais poderes. 

E o resultado econômico para o Paraná?
Trabalhamos muito intensamente para buscar empresas. Nosso foco é em gerar empregos. Já temos 74 mil empregos novos no ano. A indústria cresceu 6,9%. No setor de alimentos a evolução foi de quase 10%. Realizamos diversas edições do Paraná Day, no Brasil e no exterior, para mostrar o potencial do nosso Estado para investidores. Fizemos evento na China com investidores, nos Estados Unidos e também na Espanha, além de um encontro com embaixadores de diversos países em Brasília para possibilitar novos negócios. São R$ 23 bilhões em investimentos produtivos anunciados pelo setor privado. Isso é fruto de um trabalho de organização, respeito, e de tornar a máquina pública mais ágil para atender a população. Investimento direto é geração de emprego, e geração de emprego é qualidade de vida.

Os índices de criminalidade têm caído no Estado. A que se deve esse novo contexto?
Há uma redução de homicídios, de 16%. Isso se faz com polícia bem treinada, organizada e que trabalha em conjunto. As Polícias Civil e Militar atuam em parceria. Isso traz grandes resultados. Vêm caindo, também, os índices de furtos, roubos de carro e crimes patrimoniais. E também viramos parceiros do governo federal, em ações com o ministro Sérgio Moro. Recentemente inauguramos o Fusion Center em Foz do Iguaçu, que ampliará o controle e monitoramento da fronteira, com tecnologia e valorização do trabalho dos policiais.

O ano também teve reforma da Previdência, fim das licenças-prêmio, programação de reposição salarial. Como foi o relacionamento com os servidores?
Tratamos essas questões de forma transparente. A grande maioria conhece a realidade da máquina pública, sabe da importância da política de austeridade. Não existe governo sem servidor, nem servidor sem governo. Pagamos as promoções e progressões para as categorias, e em janeiro vamos dar um aumento de 2%. Há quatro anos não havia reposição.
Minha função é ser guardião do orçamento. O que não quero que aconteça com o Estado, nem com os servidores, é não pagar em dia, não pagar os aposentados, pagar o 13º em 18 ou 12 parcelas, emprestar dinheiro para a folha. Não vou deixar isso acontecer.

Também houve antecipação do salário de dezembro e do 13° aos servidores.
É uma demonstração de que com os cortes de mordomias e enxugamento é possível focar no que é essencial. O Estado tem a oportunidade de pagar em dia, e deve pagar em dia. Isso mostra o cuidado que temos com contas pagas pelos impostos de todos os paranaenses. Vamos continuar com mão de ferro.

A infraestrutura é uma preocupação perene dos paranaenses. Como o Estado tem trabalhado essa área?
Estamos fazendo um grande planejamento de infraestrutura. Criamos, para começar, um banco de projetos. Não havia projetos de pontes, de duplicações, de trincheiras, de terceiras faixas. O banco foi pensado para que possamos elaborar projetos e começar as obras.
Mas temos diversas outras frentes. A segunda ponte em Foz do Iguaçu, que há 30 anos prometiam e ninguém tirava do papel. Na PR-445, por exemplo, iniciamos os projetos de engenharia para duplicação de Londrina até Mauá da Serra. A Rodovia dos Minérios, na Região Metropolitana de Curitiba, já está com ordem de serviço. Colocamos o Trevo Cataratas, em Cascavel, como exigência no acordo de leniência com a concessionária. 

Em 2021 vencem os contratos do Anel de Integração. O que o paranaense pode esperar?
Vamos acabar com essa novela histórica com transparência, coisa que nunca aconteceu na gestão das concessões de rodovias. É um modelo de 1997, antigo, com modelagem boa apenas para quem ganhou a concessão. Todas as obras foram jogadas para o final do contrato, as empresas ficaram anos ganhando com poucas obrigações nas rodovias.
Fizemos a proposta para o ministro da Infraestrutura para que as atuais BRs e as nossas PRs formassem um bloco único de concessão para o mercado. Juntamos elas num grande pacote e vamos saltar de 2,5 mil quilômetros para 4,1 mil quilômetros, é o maior pacote de concessões do Brasil. Pelo estudo técnico, vai haver redução considerável nos preços do pedágio e vai ter transparência.

O Governo do Estado lançou em 2019 programas importantes de desfavelamento e moradia digna. Qual é o objetivo?
Teremos 14 condomínios de idosos do Viver Mais Paraná. Os idosos vão pagar uma pequena parcela da aposentadoria e terão academia ao ar livre, atendimento social, e não morrerão de depressão. É um programa que impressionou o governo federal. O programa Vida Nova, de desfavelamento, está começando em algumas cidades, para que as pessoas saiam da zona de pobreza extrema. Ele prevê mudança para quem mora em áreas de risco ambiental, de desmoronamento, para locais com saneamento básico, pavimentação, calçada, iluminação pública.

Foi um ano de liberações e bom relacionamento com prefeitos. Isso vai continuar em 2020?
Criamos o programa Paraná Mais Cidades e repassamos dinheiro para os municípios através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas e também com ajuda da devolução do orçamento da Assembleia Legislativa. Estamos garantindo investimentos a obras desde recapes de ruas a postos de saúde, obras estruturantes. Também vale registrar que conseguimos aprovação de US$ 120 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para aumentar os repasses para os municípios. As pessoas vivem nas cidades e é lá que queremos investir.

A descentralização da saúde já está ocorrendo?
Está acontecendo. Já levamos saúde para mais perto das pessoas. Queremos evitar que pacientes que precisem de uma cirurgia de vesícula, por exemplo, tenham que andar 400 quilômetros de ambulância. Estamos fortalecendo a rede de hospitais filantrópicos, lançamos dez centros de especialidades – e a ideia é chegar a 20. Vamos evitar o “turismo” de ambulância. Também neste ano tocamos as obras dos hospitais de Ivaiporã e Guarapuava, e apoiamos o hospital infantil de Maringá e o Erastinho, na Capital.

Quais os principais projetos da educação?
Temos projetos importantes como o Escola Segura, que já está presente em diversas escolas, em especial naquelas com maior índice de violência no entorno. Estamos avançando na parte pedagógica. O Presente na Escola foi pensado para diminuir a evasão; o Ganhando o Mundo vai levar, a partir do ano que vem, alunos de escolas públicas para cursos na Austrália, Estados Unidos, Canadá, para conhecerem países de outro mundo e terem experiências internacionais; e o Prova Paraná, que mede o aprendizado a cada 60 dias de 1 milhão de alunos.
Além das reformas. Começamos o projeto Minha Escola Sempre Nova. Esse ano liberamos quase R$ 100 milhões para reforma. Todas as escolas da Quadro Negro estão sendo finalizadas. Vamos limpar essa pauta e mostrar a seriedade de governo de resolver um caso de corrupção, que infelizmente marcou a educação do Estado.