POLÍTICA

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Relator dá parecer favorável ao impeachment de Dilma

Folhapress

| Edição de 07 de abril de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO), relator do processo que pede o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), apresentou ontem na comissão especial o seu relatório conclusivo. No documento, ele deu parecer favorável ao acolhimento da denúncia.

O deputado afirmou que há “indícios mínimos de que a presidente Dilma Rousseff praticou atos que podem ser enquadrados em crimes de responsabilidade”.

Imagem ilustrativa da imagem Relator dá parecer favorável ao impeachment de Dilma

Ele citou “abertura de créditos suplementares por decreto presidencial, sem autorização do Congresso Nacional” e “contratação ilegal de operações de crédito”.

O relatório deverá ser votado até a próxima segunda-feira (11) na comissão especial instaurada pela Câmara dos Deputados, que tem 65 membros.

Na peça de 128 páginas, o relator apontou pela “admissibilidade jurídica e política da acusação e pela consequente autorização para a instauração, pelo Senado Federal, do processo por crime de responsabilidade” a partir da denúncia formulada pelos advogados Miguel Reale Júnior, ex-ministro do governo FHC, Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, e Janaina Paschoal.

Segundo Jovair, há indícios de que Dilma “tinha conhecimento do caráter proibitivo e da ilicitude” de abertura de créditos suplementares em 2015, “por decreto, sem autorização legislativa”. Conforme o relator, esses indícios “decorrem do fato de já existir, em 2015 e antes da edição dos decretos, um debate público acerca do tema”.

O relatório afirma que “a magnitude e o alcance das violações praticadas pela presidente da República, em grave desvio dos seus deveres funcionais e em quebra de grande confiança que lhe foi depositada, justifica a abertura do excepcional mecanismo presidencialista do impeachment”.

“O comportamento do Executivo federal, ao afrouxar, por conta própria, os procedimentos de gestão fiscal, permite postergar a conscientização da sociedade sobre a real situação das finanças públicas, e adia a discussão política de medidas estruturantes urgentes e necessárias ao país”, diz o relatório do parlamentar goiano, apresentado ontem.

“Vão me chamar de vilão e golpista”
No início da leitura de seu voto, o relator da comissão do impeachment Jovair Arantes (PTB-GO) disse que será chamado de “vilão e golpista”, mas que isso não lhe preocupa. O relatório de Arantes, aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMBD-RJ), é favorável ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
“Uns vão me chamar de herói, outros de vilão e golpista. Esses rótulos não me preocupam”, disse o relator. “O meu maior cuidado foi de realizar um trabalho imparcial, com a consciência tranquila e em respeito ao povo de Goiás e do Brasil.”
Arantes destacou ainda que o objetivo da comissão “é apenas o de analisar a admissibilidade da denúncia e seus aspectos técnicos, incluindo a análise de indícios mínimos de materialidade e de autoria - além da justa causa para a instauração do processo”.
“Não é o momento de dizer se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade, ou se a denúncia procede ou não”, declarou. (Folhapress)