POLÍTICA

min de leitura - #

Requião Filho critica falta de políticas públicas no Paraná

Fernando Klein

| Edição de 31 de agosto de 2022 | Atualizado em 31 de agosto de 2022
Imagem descritiva da notícia Requião Filho critica falta de políticas públicas no Paraná

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Candidato à reeleição, o deputado estadual Requião Filho (PT) percorreu a região de Apucarana nesta quarta-feira e fez críticas ao governo Ratinho Junior (PSD). Segundo ele, o Paraná não tem políticas públicas que beneficiam os municípios. 

“O Paraná está sofrendo. É um Paraná sem governo, que não tem políticas públicas. As prefeituras conseguem favores, enquanto no mundo ideal os municípios devem receber recursos e serviços dentro de políticas públicas ou políticas de governo e não através da intervenção de um deputado ou porque o prefeito foi pedir”.

Requião Filho critica a política fiscal do atual governo estadual, que garante isenção de R$ 17 bilhões a grandes empresas, mas tributa antecipadamente a pequena e a microempresa. “O Paraná implantou a Substituição Tributária, que é o ICMS antecipado sobre o estoque, que afeta principalmente quem é do Simples. Assim, antes da pessoa vender o produto, quando compra o estoque, ela já pagou o ICMS. Por isso, uma das minhas principais bandeiras é menos impostos e mais empregos”, afirma.

Ele também lamenta o que chama de “abandono” da agricultura familiar. “Esse pequeno agricultor foi abandonado”, pontua, citando mudanças que considera prejudiciais no “Trator Solidário”, o iminente fim do programa “Irrigação Noturna” e também o da distribuição de calcário, entre outras. “Quem produz comida está abandonado”, acrescenta. 

Em relação ao seu mandato, ele afirma que foi um dos seis deputados – de um total de 54 – de oposição na Assembleia Legislativa. “Trabalhei com total liberdade. Concordei com o que achava certo, discordei com que estava errado e dei minha opinião. Já os deputados da base precisaram votar 100% com o governo, concordassem ou não com que estava acontecendo”, diz. 

No cenário estadual, ele acredita em um segundo turno entre Roberto Requião (PT) e Ratinho Junior, com base nas pesquisas internas da campanha do petista. “Não é uma votação que vai definir os próximos quatro anos, mas as próximas décadas”, completa.