O deputado federal paranaense Ricardo Barros (PP) afirmou ontem, em rede social, que será nomeado novo líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.
Barros afirmou que a indicação deve ser oficializada na próxima terça (18), com a publicação do nome no “Diário Oficial da União”. Ligado ao Centrão, Barros deve substituir o atual líder do governo, major Vitor Hugo (PSL-GO).
Na postagem em rede social, Ricardo Barros agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro “pela confiança do convite”.
“Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro pela confiança do convite para assumir a liderança do governo na Câmara dos Deputados com a responsabilidade de continuar o bom trabalho do Líder Vitor Hugo, de quem certamente terei colaboração. Deus me ilumine nesta missão”, escreveu.
Ricardo Barros foi ministro da Saúde no governo Michel Temer e deixou o cargo para disputar as eleições de 2018, quando foi reeleito deputado federal.
Também em uma rede social, Vitor Hugo agradeceu “pela confiança” depositada pelo presidente Bolsonaro em 19 meses à frente da liderança
“Muitos desafios superados e grande amadurecimento. Desejo toda sorte ao novo líder Ricardo Barros, que contará com meu total apoio”, escreveu.
A substituição já vinha sendo estudada desde o início de julho para acomodar ainda mais o centrão e garantir governabilidade ao presidente.
A demora era justificada pelo fato de que Vitor Hugo, apesar de problemas e falhas na articulação, é um aliado de primeira hora do presidente.
Ricardo Barros é deputado pelo Progressistas, partido que integra o bloco de partidos conhecido como “Centrão”. Atualmente, o conjunto de siglas tem integrado formalmente a base de apoio ao governo de Jair Bolsonaro.
A mudança retira o PSL, ex-partido do presidente, do protagonismo das articulações políticas na Câmara. Historicamente, o apoio do Centrão assegura a aprovação de pautas relevantes para o governo no Congresso. A escolha de um deputado do grupo para a liderança do governo consolida essa proximidade, já que caberá a Ricardo Barros orientar votações em plenário em concordância com a posição do Planalto.