POLÍTICA

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Secretário de Temer cai após polêmica

Folhapress

| Edição de 07 de janeiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio (PMDB-MG), deixou o cargo anteontem depois de criticar a repercussão do massacre nos presídios do País, que deixaram 93 mortos na primeira semana do ano. O pedido de demissão foi aceito pelo presidente Michel Temer (PMDB), porque a presença dele no cargo teria ficado “insustentável”, segundo assessores da Presidência da República.
A polêmica começou após ele declarar ao jornal “O Globo” que “tinha que matar mais” ao comentar a morte dos presos. “Tinha que fazer uma chacina por semana”, afirmou, segundo o jornal.
Em entrevista à Folha de S.Paulo pouco depois, Júlio negou a frase e disse que sua opinião havia sido “deturpada”.

Imagem ilustrativa da imagem Secretário de Temer cai após polêmica
Presidente Temer com Bruno Júlio


Porém, o site Huffpost Brasil, que também esteve na mesma conversa do secretário com o “O Globo”, publicou áudio da declaração, em que ele realmente afirma que “tinha que matar mais”.
À Folha, criticou o destaque dado aos massacres nos presídios e disse que é um “acerto de contas de bandidos”. “Eu fico triste porque não estão dando tanta importância para as pessoas de bem que morrem todo dia”, afirmou nesta sexta.
A Secretaria de Juventude é vinculada à Secretaria de Governo, da Presidência da República.
Em nota, Bruno Júlio disse que “está havendo uma valorização muito grande, pela morte entre condenados, muito maior do que quando um bandido mata um pai de família que sai do trabalho ou a ele se dirige”.
“Sou filho de policial e sei o dilema diário da família. Quando esses saem de casa sem a certeza de quer irão voltar; em razão do crescimento da violência”, afirmou.
Bruno Júlio é filho do deputado estadual e ex-deputado federal Cabo Júlio (PMDB-MG). Foi nomeado pelo presidente Michel Temer ao cargo no Planalto por meio de indicação da bancada mineira do PMDB.