POLÍTICA

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Sérgio Bolonhezi propõe gestão de resultados em Apucarana

Edison Costa

| Edição de 18 de setembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Cortar gastos em todos os níveis, reduzir cargos comissionados e cobrar resultados de todos os secretários municipais. Esta é a proposta de trabalho que o candidato a prefeito de Apucarana, Sérgio Bolonhezi (PSDB), pretende implantar à frente da administração municipal. Segundo ele, secretário que não produzir resultados em seis meses, será substituído. Segundo candidato a prefeito entrevistado pela Tribuna, Sérgio Bolonhezi é empresário no ramo de confecções, com curso superior em Gestão Pública, e há 22 anos coordena os trabalhos do movimento da Igreja Católica Cristo Te Ama (Cristma), que atua na recuperação de dependentes químicos.

Imagem ilustrativa da imagem Sérgio Bolonhezi propõe gestão de resultados em Apucarana

TRIBUNA DO NORTE – Mais uma vez o sr. é candidato a prefeito de Apucarana. Por que se propõe a ser prefeito?

SÉRGIO BOLONHEZI – Porque nossa cidade tem vários problemas e me sinto preparado para desenvolver as soluções.

Entrei para a política em 2005 como o vereador mais votado de Apucarana naquela ocasião e percebemos que nossa candidatura vem crescendo a cada eleição em outros níveis. A população tem sinalizado isso com as votações expressivas que tem dado à nossa candidatura.

TN – Como o sr. avalia a situação do município de Apucarana, hoje, do ponto de vista econômico no contexto regional e estadual?

SÉRGIO BOLONHEZI – Apucarana tem um potencial enorme para se desenvolver. Temos uma economia diversificada e grandes potenciais para serem explorados sobretudo pela sua posição estratégica no Paraná e capacidade empreendedora de nossos apucaranenses.

Apucarana não pode ser pensada só para as eleições municipais. Tem que ter um planejamento para o futuro.

TN – O sr. sabe qual o montante da dívida do município herdada das administrações anteriores pela gestão atual?

SÉRGIO BOLONHEZI – Quando a atual administração assumiu eles falavam em R$ 200 milhões. Agora falam em R$ 400 milhões. Eu tenho dúvida da existência dessa dívida, porque quando um município deve ele não tem crédito para contratar R$ 16 milhões de empréstimos para asfalto como obteve. A dívida com os bancos Santos e Itamarati está sub judice e acredito que nem será paga. Segundo laudos técnicos, há quem diga ainda que o município terá devolução de parte deste dinheiro desta dívida que está suspensa.

TN – Então o sr. acredita que a situação encontrada pela gestão atual não foi tão ruim assim?

SÉRGIO BOLONHEZI – Apucarana herdou de gestões passadas muitas obras e recursos financeiros. Por exemplo: na área de educação. Quando a Secretaria Municipal de Educação foi transformada em Autarquia Municipal de Educação, essa mudança deixou no caixa da autarquia mais de R$ 1 milhão por mês para se gastar em educação, o que dá quase R$ 50 milhões nos quatro anos de mandato.

Assim aconteceu também com a Saúde, onde a secretaria também foi transformada em Autarquia Municipal de Saúde. Com essa mudança os encargos sociais de 20% da parte patronal não mais precisaram ser recolhidos. Esse valor fica retido para ser investido mais na saúde.

TN – O sr. tem conhecimento de quanto é o orçamento do Município neste ano e qual será o do ano que vem?

SÉRGIO BOLONHEZI – Neste ano são mais ou menos R$ 305 milhões e para 2017 em torno de R$ 320 milhões.

TN – Sendo eleito prefeito, como pretende administrar esse orçamento?

SÉRGIO BOLONHEZI – Vamos administrar este orçamento com corte de gastos em todos os níveis, redução de cargos comissionados e fomentando o desenvolvimento do município para geração de mais recursos, além de buscar mais recursos estaduais e federais para investir no município. Nossa intenção é reduzir de 400 para menos da metade os cargos comissionados. Londrina, que é um município bem maior, tem 80 cargos comissionados. Por que Apucarana precisa ter esta quantidade?

Queremos trabalhar com um número reduzido de comissionados, somente o necessário, e valorizar mais os efetivos e envolve-los mais na administração municipal, porque entra e sai prefeito eles continuam.

Vamos estabelecer um contrato de gestão com os secretários municipais, que terão que produzir resultados. O secretário que não produzir resultados dentro de seis meses será substituído.

Nossa meta é fazer mais do que a nossa obrigação, que é asfalto, iluminação, poda de árvores, etc. Queremos pensar nas famílias apucaranenses possibilitando-lhes qualidade de vida.

TN – O sr. fala muito em cortar cargos comissionados, mas o sr. também ocupou cargos desta natureza no governo Richa. Como assim?

SÉRGIO BOLONHEZI – No cargo que exerci na Cohapar nós produzimos resultados em Apucarana e no Vale do Ivaí. Foram construídas mais de 6 mil casas entre programas urbanos e rurais. Que fique claro que eu não sou contra cargos comissionados, porque todo prefeito precisa ter sua equipe de confiança. O que não pode é fazer uso político desses cargos, com a colocação de apadrinhados, mas sim pessoas que possam trabalhar pela nossa gente.

TN – Quais são as principais propostas de seu Plano de Governo?

SÉRGIO BOLONHEZI – Primeiro a Saúde. Vamos fortalecer o Hospital da Providência e implantar um hospital público moderno e eficiente; construir o PAI (Pronto Atendimento Infantil) com funcionamento 24 horas; atendimento especial à gestante; e implantação de uma clínica pública de recuperação de dependentes químicos. Com relação ao Hospital da Providência também queremos estabelecer um braço forte junto aos governos estadual e federal, além de cobrar apoio à instituição de todos os deputados estaduais e federais que tiveram votos em Apucarana.

Na Educação, vamos constituir uma equipe multidisciplinar para atuar nas escolas com psicólogas, fonoaudiólogas e psicopedagogas e também a figura do assistente social escolar para apoio aos nossos alunos e suas famílias e ao corpo docente.

Vamos implantar eleições diretas para o cargo de diretor e valorizar o professor com o Plano de Cargos e Carreira. Vamos reativar a Guarda Mirim.

TN – O desemprego é hoje um problema grave em todo o País e em Apucarana não é diferente. De que forma a administração municipal pode contribuir para amenizar este problema?

SÉRGIO BOLONHEZI – Vamos preparar nossos parques industriais com infraestrutura para apoiar as empresas que já geram emprego em nossa cidade e tornar a cidade mais convidativa para receber novos investimentos empresariais. Vamos dar incentivos fiscais e doar terrenos para atração de novas empresas. Vamos capacitar mão de obra para ser absorvida no mercado de trabalho.

Também vamos fortalecer as micro e pequenas empresas que hoje são em torno de 4 mil em Apucarana, dando-lhes apoio técnico e financeiro através do BRDE e a Fomento Paraná.

TN – Cite outras propostas de seu plano de governo que considera importantes.

SÉRGIO BOLONHEZI – Com relação ao transporte coletivo vamos licitar o serviço e exigir que, gradativamente, sejam colocados ônibus com ar condicionado e Wi Fi, com passagem dando direito ao usuário de, após desembarque, usá-la novamente em outra linha após período de uma hora. Após licitação, vamos estabelecer regras claras e definidas em favor da população.

Na área de infraestrutura urbana vamos criar o Consórcio do Asfalto e executar pavimento com qualidade e três vezes mais barato. Vamos organizar o sistema viário implantando o sistema binário.

Na segurança pública, vamos fazer a manutenção das câmeras de monitoramento e devolvê-las funcionando, inclusive com monitoramento em tempo integral pelo SIS-Sistema Integrado de Segurança. Vamos criar novos módulos policiais de maneira que a polícia possa estar presente nos bairros da cidade e distritos.

Na área rural vamos colocar a patrulha rural para adequar e conservar as estradas rurais. Vamos concluir a pavimentação dom pedras da estrada do Barreiro.

Na habitação, queremos buscar recursos nas esferas federal e estadual para zerar o déficit habitacional e retomar o programa Minha Casa, implantado na década de 90 para famílias de baixa renda através de lotes urbanizados.

TN – O sr. diz que é contra a reeleição de prefeito e de vereador. Por que defende isso se o sr. já apoiou a reeleição de determinado prefeito em Apucarana e também a do governador Beto Richa?

SÉRGIO BOLONHEZI – Eu sou contra a reeleição em todos os níveis. Esta é uma convicção pessoal minha. Em 2005, quando fui vereador, disse que não concorreria à reeleição e não concorri. E se for eleito prefeito não tentarei voltar à Prefeitura depois de quatro anos. Este é meu compromisso com a população. Agora, não sou contra quem busca reeleição, porque este é um direito estabelecido por lei. A população é que decide se a reeleição é boa ou não.