POLÍTICA

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Sessão remota da Assembleia alerta para colapso na saúde

DA REDAÇÃO

| Edição de 12 de março de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A situação é alarmante. O atual cenário da Covid-19 no Paraná e no Brasil atinge números jamais vistos, com uma variação do vírus com um poder de contaminação muito maior, mais agressivo e letal. É o que afirmam os especialistas reunidos ontem em sessão remota realizada pela Frente Parlamentar do Coronavírus da Assembleia Legislativa do Paraná. O encontro reuniu representantes da saúde e educação, além de deputados estaduais.

Para os participantes da reunião, o momento é de alerta máximo. O diretor de gestão da Secretária de Estado da Saúde (SESA), Vinícius Filipak, alertou que o sistema de saúde está no máximo de sua capacidade. “O cenário não poderia estar pior. A situação está tensa e delicada. No auge do inverno tivemos uma ocupação de 75% dos leitos. Nas últimas três semanas, tivemos uma elevação absurda. Digo que estamos diante de uma nova Covid. Tem de ser entendido como uma nova doença. A rapidez e a infecção são muito grandes”, disse.
Filipak lembrou que a gravidade da doença também é diferente. “Temos menos casos, mas eles são muito mais graves. A mortalidade é elevadíssima. Cerca de 1/4 das pessoas internadas morrerem. Apesar de todos os esforços, estamos chegando a uma mortalidade de 30% esta semana para quem é internado”, afirmou. Ele informou que, atualmente, 1.185 pessoas esperam a internação, sendo 567 na UTI e 618 em leitos clínicos. “Nenhum estado conseguirá aumentar o número de leitos infinitamente”, admitiu.
O diretor do centro de estatística do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Daniel Nojima, trabalha no estudo de projeções relacionadas à Covid. Ele informou que a projeção do órgão é que a taxa de ocupação de UTIs fique em 96,7% nos próximos dias. Caso as piores projeções se concretizem, o número pode chegar a 102,7%, quando o sistema entra em colapso total. Isto pode ocorrer na próxima semana, no dia 16 de março.
O presidente da Associação Paranaense de Medicina Intensiva, Rafael Deucher, reforçou que o Brasil está diante de uma nova doença. Segundo ele, a única saída é o respeito às medidas sanitárias e esperA uma vacinação em massa. “Percebemos que o comportamento da doença mudou. A nova cepa é mais agressiva, comportando-se de maneira mais grave. Hoje, observamos que a faixa etária dos internados é de jovem. Infelizmente o cenário não é favorável”, comentou.