O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem a favor da aplicação retroativa da Lei da Ficha Limpa, norma que entrou em vigor em 2010 para barrar a candidatura de condenados por órgãos colegiados. Por 6 votos a 5, a Corte foi favorável à inelegibilidade por oito anos de condenados antes da publicação da lei.
O entendimento que prevaleceu é no sentido de que é no momento do registro de candidatura na Justiça Eleitoral que se verifica os critérios da elegibilidade do candidato. Dessa forma, quem foi condenado por abuso político e econômico, mesmo que anterior à lei, está inelegível por oito anos e não poderá participar das eleições do ano que vem.
O julgamento começou na semana passada e foi retomado na sessão da tarde de ontem para a tomada de votos dos ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e da presidente da Corte, Cármen Lúcia. Os demais votaram na sessão da semana passada. Antes do início da sessão, o placar anterior era de 5 votos a 3 pela aplicação retroativa.
No primeiro voto proferido ontem, o ministro Marco Aurélio votou contra a aplicação retroativa da lei e afirmou que a decisão provocará insegurança jurídica. O ministro considerou a retroação como “o fim do Estado democrático de Direito”.
“Se eu pudesse, presidente, eu faria com que esse julgamento, que para mim vai ser uma página negra na história do Supremo, não terminasse. Jamais vi nesses quase 39 anos de judicatura uma situação idêntica em que se coloca em segundo plano a segurança jurídica”, afirmou.
POLÍTICA
MAIS LIDAS
-
Cidades
03/08Empresário de Rolândia (PR) é primeiro ganhador do prêmio de R$ 1 milhão da Poupança Premiada Sicredi
-
Cidades
04/08Programa 100% LED chega a mais dois bairros de Apucarana
-
Cidades
04/08Moradores cobram restrição a caminhões no 28 de Janeiro
-
Geral
04/08Dia dos Pais aquece as vendas e gera otimismo no comércio de Apucarana
-
Política
04/08Câmara realiza audiência para discutir empréstimo de R$ 30 mi