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TCU e TSE identificam mais indícios de irregularidades nas campanhas eleitorais

Editoria de Política

| Edição de 06 de outubro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Ao encerrar no dia 3 de outubro a quinta semana de análise do cruzamento de informações entre prestações de contas encaminhadas por candidatos nas Eleições 2016 e outras bases de dados, uma equipe de técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou 200.011 casos com possíveis indícios de irregularidades nas receitas e despesas de campanhas, totalizando R$ 659.364.470,23. Esse é o primeiro batimento feito após o primeiro turno das eleições municipais deste ano, ocorrido no último domingo.

Entre os indícios levantados pelos técnicos destacam-se os seguintes: 37.888 doadores inscritos no Programa Bolsa Família que doaram R$ 36.877.030,61; 55.670 doadores desempregados que desembolsaram R$ 84.293.201,68; 24.646 doadores cuja renda conhecida é incompatível com o valor doado que destinaram R$ 207.119.049,07 para as campanhas; 43.382 casos com concentração de doadores em uma mesma empresa com desembolso de R$ 90.787.549,74; e 14.510 doadores sócios de empresas que recebem recursos da administração pública que deram R$ 187.263.765,45.

O número de doadores de campanha falecidos aumentou para 250 (no último levantamento, eram 143).