POLÍTICA

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Temer critica "ilusionismo" do governo Lula

Folhapress

| Edição de 22 de novembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O presidente Michel Temer (PMDB) aproveitou ontem a abertura da primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para criticar a política econômica de sua antecessora no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff (PT).

Em discurso, o peemedebista criticou o que chamou de “contabilidade criativa” da gestão anterior e ressaltou que só será possível fazer o País crescer se o “ilusionismo” for substituído pela “lucidez”. Segundo ele, a “gigantesca crise” enfrentada pelo País é resultado da tentativa de “disfarçar a realidade”. “Ao assumir o governo federal, encontrei o País imerso em uma das piores crises da nossa história e cabia a nós introduzir uma mudança de atitude”, criticou. “Nós só faremos o Brasil crescer substituindo o ilusionismo pela lucidez”, acrescentou.

Imagem ilustrativa da imagem Temer critica "ilusionismo" do governo Lula

Ele também pregou uma pacificação do País. Segundo ele, o País não pode continuar dividido. “Não pode haver uma cisão raivosa entre os vários brasileiros. Nós que sempre tivemos a fama de ser conciliadores e amigáveis”, disse.

O presidente também aproveitou o encontro para pedir o apoio de empresários e sindicalistas à reforma previdenciária. Ele reconheceu que as mudanças nas regras de aposentadoria causam “muita angústia”, mas prometeu uma reforma ampla e que será debatida com a sociedade civil.

Segundo ele, a iniciativa será enviada ao Congresso Nacional até o final do ano e o ajuste fiscal só poderá ser realizado efetivamente com a aprovação de mudanças nas atuais regras. Para ele, sem a reforma previdenciária, seria preciso “fechar as portas do País para balanço”.

“Se nós não tivermos coragem para fazer isso, não vale a pena estarmos aqui”, ressaltou.

O peemedebista ressaltou que as reformas propostas pelo governo federal serão feitas pouco a pouco. Segundo ele, após a previdenciária, será enviada a trabalhista, com a flexibilização das regras atuais.

Ele defendeu uma maior participação do setor privado nas discussões governamentais e ressaltou que não pretende governar sozinho.