POLÍTICA

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Temer nega estar com ansiedade na reta final do impeachment de Dilma Rousseff

Folhapress

| Edição de 25 de agosto de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Na véspera do início da fase final do processo de impeachment, o presidente interino, Michel Temer (PMDB), afirmou ontem que aguarda o resultado com tranquilidade e que tem a confiança de que terá o número mínimo de votos para continuar à frente do Palácio do Planalto.

Perguntado sobre quantos votos o governo terá, ele evitou polemizar e respondeu o quantitativo mínimo necessário para que seja confirmado o afastamento definitivo de Dilma Rousseff: “Cinquenta e quatro”, disse o presidente interino.

Imagem ilustrativa da imagem Temer nega estar com ansiedade na reta final do impeachment de Dilma Rousseff

Na saída de cerimônia para lançamento de medidas para o agronegócio, o peemedebista foi questionado sobre a expectativa para a etapa final, que começará nesta quinta-feira no Senado. Temer negou estar ansioso: “Não. Agora é esperar, com tranquilidade”, respondeu.

A expectativa do Palácio do Planalto, no entanto, é obter um montante bem, com cerca de 63 votos pelo impeachment. Para atingir o placar, o Palácio do Planalto tem trabalhado para conseguir o apoio do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), e dos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Elmano Férrer (PTB-PI).

O primeiro não votou e os dois últimos se posicionaram contra o afastamento da petista durante a etapa da pronúncia.

O Planalto tem tentado convencer Renan a declarar publicamente que está com o governo interino na fase final. Com esse objetivo, Temer vem fazendo acenos de aproximação. Nesse sentido, convidou Renan para participar do encerramento da Olimpíada do Rio de Janeiro e da reunião do G-20, nos dias 4 e 5 de setembro na China.

Nos bastidores, contudo, o presidente do Senado já indicou que pretende manter a postura de neutralidade, o que irritou assessores e auxiliares presidenciais.

Na tentativa de evitar recuos de última hora, Temer também iniciou ofensiva sobre senadores do Norte e Nordeste.

Como as regiões do País são consideradas os principais redutos eleitorais petistas, o receio do Palácio do Planalto é que os parlamentares sofram pressões de suas bases eleitorais para votar favoravelmente à presidente afastada.

Além disso, a preocupação é que o discurso emotivo programado pela petista para a próxima segunda-feira (29), no Senado Federal, possa virar votos na fase final e, assim, enfraquecer o apoio ao peemedebista que busca legitimidade popular para seguir à frente do Palácio do Planalto.

Processo começa com testemunhas
O procurador junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira, e o auditor do TCU Antônio Carlos Costa D’Ávila Carvalho Júnior, indicados pela acusação, serão as primeiras testemunhas a depor na sessão de julgamento do pedido de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, que começa hoje e deve durar seis dias. Em seguida, serão ouvidas as seis testemunhas da defesa.
No total, serão oito testemunhas que poderão ser ouvidas, inicialmente durante dois dias de trabalhos no Plenário do Senado. De acordo com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que presidirá a sessão, todo esforço será feito para esgotar essa etapa até amanhã. Mas ele não descarta a hipótese de os senadores também trabalharem na madrugada de sexta para sábado e até mesmo no domingo. Os senadores vão retomar os trabalhos na segunda-feira, para fazer perguntas a Dilma