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Traiano diz que Beto Richa quer candidato único do grupo

Editoria de Política

| Edição de 29 de janeiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O governador Beto Richa (PSDB) só deixará o governo no início de abril para disputar o Senado se os partidos de sua base política formarem uma aliança com candidato único ao governo. Caso contrário, ele tende a concluir o mandato até o final, não disputando a eleição deste ano.

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A avaliação é do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB). Atualmente, dois nomes da base política de Richa são pré-candidatos ao governo: a vice-governadora Cida Borghetti (PP) e o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD). Por lei, o tucano teria que se desincompatibilizar do cargo, renunciando ao governo até 7 de abril, se quiser disputar uma das vagas para o Senado nas eleições de outubro.
O grupo da vice-governadora – capitaneado pelo ministro da Saúde e marido de Cida Borghetti, Ricardo Barros (PP) – conta com a renúncia de Richa para que ela assuma o governo por nove meses e concorra à reeleição. Barros chegou a dar como certa a saída do governador e sua candidatura ao Senado na coligação encabeçada pela esposa.
O governador, porém, chegou a dizer que a tendência era de que ele permanecesse no cargo até o final do mandato e não disputasse o Senado.
Segundo Traiano, a decisão de Richa de renunciar ao governo para disputar uma vaga ao Senado depende de uma ampla aliança entre os partidos da base aliada.
“Caso essa aliança não se materialize, o governador pode vir a concluir seu mandato”, afirma o presidente da Assembleia, em entrevista à imprensa.
Sobre a conjuntura política do Paraná, Traiano disse que a “situação ainda está em aberto. Formamos um grupo político que venceu várias eleições. Tanto a Cida Borghetti, quanto o Ratinho Junior fazem parte desse grupo. O sonho do governador é juntar esses nomes e formar uma chapa com integrantes da base aliada. Se houver esse entendimento pode haver a renúncia e veremos o governador disputando uma vaga no Senado. Mas sem esse acordo Beto Richa pode se manter no governo”, explicou o deputado.

ARTICULADOR DO GRUPO
Dirigentes de cinco partidos que integram a base de apoio do governador Beto Richa divulgaram, na última semana, nota na qual manifestam apoio ao tucano como “principal articulador para a formação de uma coligação” para a disputa pela sucessão estadual no Paraná nas eleições deste ano. Segundo fontes ligadas ao grupo governista, a nota seria uma reação à intensa movimentação do ministro da Saúde e deputado federal licenciado Ricardo Barros (PP), em busca de apoio para a pré-candidatura de sua esposa, a vice-governadora Cida Borghetti, ao governo do Estado para as eleições de outubro.
“Nós, representantes de partidos políticos integrantes da base de apoio ao Governo do Estado, manifestamos nosso integral apoio à liderança do Governador Beto Richa e às tratativas que ele venha a fazer para entendimentos e alianças com vistas ao processo eleitoral de 2018”, afirma a nota. “Reiteramos nossa confiança e convicção na capacidade de mobilização e aglutinação do Governador Beto Richa, que o credenciam a atuar como principal articulador para a formação de uma coligação forte e vitoriosa”, diz o grupo.
O texto é assinado pelos presidentes estaduais do PSDB, deputado Ademar Traiano; do PSB, Severino Araújo; do PTB, deputado federal Alex Canziani; do DEM, deputado estadual Pedro Lupion; e do PR, deputado federal Fernando Giacobo.