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Vereadores lamentam alta dívida de Apucarana

Editoria de Política

| Edição de 09 de abril de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Prefeitura de Apucarana pagou R$ 2.845.000,00 em dívidas, nos primeiros três meses de 2017. A informação foi divulgada nesta semana, durante sessão da Câmara, pelos vereadores Lucas Leugi (Rede) e Márcia Souza (PSD).

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A informação foi dada a princípio por Leugi, integrante da base aliada do prefeito Beto Preto. Ele fez um balanço positivo das obras que estão em andamento e lamentou que as dívidas acumuladas de mandatos anteriores prejudiquem tanto a atual gestão. “Os resultados obtidos por meio de obras e programas são significativos, mas seria possível fazer muito mais se o município não tivesse que arcar com esse volume de pendências, principalmente de precatórios trabalhistas”, comentou o vereador.
Márcia Souza endossou a fala do colega vereador, assinalando que a falta de responsabilidade de gestões temerárias resultou em caos nas contas públicas. “Infelizmente essas dívidas comprometem o orçamento de Apucarana, que poderia fazer mais asfalto, creches e postos de saúde com os recursos que são carreados para amortizar compromissos com o INSS, Pasep, Receita Federal e FGTS, além de pendências com fornecedores e prestadores de serviços”, lamentou a vereadora.
Lucas Leugi relatou que discutiu a questão das dívidas com o prefeito Beto Preto e o secretário da Fazenda, Marcello Augusto Machado. “Estes valores deveriam ter sito pagos no tempo correto, durante gestões passadas, mas a falta de planejamento e a inadimplência com o recolhimento de encargos sociais acabaram criando uma das maiores dívidas públicas do Paraná”, criticou Leugi.
Segundo ele, foram pagos em 90 dias R$ 2,8 milhões em dívidas e a previsão do secretário Marcello Machado é de que até dezembro deste ano sejam pagos mais R$ 5,3 milhões em pendências. “Hoje Apucarana é, proporcionalmente, a cidade mais endividada do Paraná e devemos isso aos dois ex-prefeitos que antecederam Beto Preto”, discursou o vereador do partido Rede.
Márcia Souza fez questão ainda de lembrar que nestes valores não estão computadas as assombrosas dívidas contraídas com os bancos Santos e Itamaraty, na primeira gestão do ex-prefeito Valter Pegorer (PMDB). “Os valores atualizados junto ao Banco Central, remontam atualmente a mais de R$ 220 milhões”, apontou a vereadora, acrescentando que essa dívida é impagável.