Ações judiciais para redução do número de cadeiras no Legislativo, ações para redução dos subsídios e ataques pessoais a vereadores tanto em plenário como pelas redes sociais dominaram as discussões da sessão ordinária da Câmara de Apucarana na noite de terça-feira. Vereadores reclamam que há uma espécie de complô por parte de certos setores da sociedade no sentido de desvalorizar e desmoralizar o Legislativo apucaranense.
Um dos mais revoltados com esta situação é o vereador Luiz Cordeiro Magalhães Filho, que recentemente trocou o Partido dos Trabalhadores (PT) pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB), ele que continua sendo líder do prefeito Beto Preto (PSD) na Câmara. “Assim como há rebeldes sem causas, também há doutores sem causas”, afirmou Magalhães, referindo-se a mais uma ação popular impetrada na Justiça por advogados, apontando recebimento de subsídios a mais por parte dos vereadores desde 2013, em valores que somam R$ 933,5 mil. A Justiça, inclusive, já negou liminar nesta ação popular. “Tem doutores que deram com os burros n’água”, ironizou.
Para Magalhães, a Câmara de Apucarana é um órgão que dá notícia, por isso essas investidas contra os vereadores. São investidas que, segundo ele, partem inclusive de pessoas que não comparecem às sessões e não vivem o dia a dia da Câmara. Conforme assinala, “são pessoas que se acovardam e não têm coragem de colocar seu nome numa disputa eleitoral para se eleger vereador e mudar o que acha que está errado na Câmara”.
CRÍTICAS DE FORA
O vereador Alcides Ramos Júnior (DEM) seguiu a mesma linha de raciocínio de Magalhães. “Aqueles que quiserem fazer algo novo na cidade tiveram até a semana passada para se filiarem a algum partido político e se candidatarem a algum cargo eletivo”, afirmou. “Lá fora têm os que criticam e que serão criticados depois”, disse, admitindo porém que, em função deste ser um ano eleitoral, as críticas sempre aumentam contra quem exerce mandato político.
Para a vereadora Aurita Bertoli (PT), há pessoas que só criticam sem conhecimento de causa e não fazem nada pela comunidade. Ela reprova a tese de baixar os subsídios dos vereadores ao mesmo patamar que dos professores. Segundo ela, as pessoas deveriam lutar é pelo aumento dos salários dos professores ao nível de sua condição profissional. “Se é para reduzir subsídios dos vereadores, eu concordo. Mas vamos para as ruas defender a redução de salários nos três poderes – Legislativo, Executivo e Judiciário”, propôs.
Para Bertoli, Apucarana vive cenário positivo
O vereador Mauro Bertoli (DEM) destacou que as pessoas só sabem criticar os vereadores de Apucarana, mas a maioria da população não acompanha seu trabalho. Segundo ele, são tantos os projetos aprovados na Câmara e quase ninguém sabe. Ele lembra que Apucarana é uma das cidades mais bem organizadas e com os maiores investimentos do Paraná, num momento em que a maioria dos prefeitos reclamam da crise econômica do País e da baixa arrecadação. “Nossa Apucarana está fora deste cenário nacional em função do trabalho que o prefeito Beto Preto vem realizando com apoio da Câmara de Vereadores”, frisou. (E.C.)