Depois de quase 40 anos de espera, moradores do Núcleo Habitacional João Paulo I, em Apucarana, finalmente foram contemplados com um viaduto de transposição sobre a linha férrea, que corta o bairro. A obra foi inaugurada ontem pela manhã pelo prefeito Beto Preto (PSD), juntamente com o secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior, vereadores, equipe da administração municipal, outras autoridades e comunidade.
Montado em um calhambeque ano 1926 da Chevrolet, Beto Preto fez questão de ser o primeiro a transpor a linha férrea pelo viaduto. Ele estava acompanhado do condutor do veículo, Armando Davantel Boscardim, do empresário Armando Boscardim e do vice-prefeito Júnior da Femac (PDT). O veículo cruzou a linha de chegada, marcada por uma fita vermelha, e chegou ao local da inauguração onde uma multidão recebeu o prefeito com muita festa.
O viaduto foi construído com um custo de R$ 1.546.467,71. Deste total R$ 1,046 milhão saiu dos cofres do Município, enquanto R$ 493 mil foram de emenda no orçamento da União apresentada por Ratinho Júnior quando foi deputado federal. A concessionária Viapar também ajudou nos custos com a realização de intervenções na rodovia de acesso ao núcleo.
“Esta obra marca o fim do isolamento do João Paulo com a cidade e o Norte do Paraná”, disse o prefeito Beto Preto. Segundo ele, esta é uma dívida que a Prefeitura de Apucarana tem com os moradores do núcleo habitacional, que agora está sendo paga. Segundo ele, não apenas esta, mas outras dívidas da Prefeitura estão sendo pagas ao povo de Apucarana, citando a pavimentação asfáltica que chegou a 30 bairros nesta gestão.
Beto Preto destacou que o viaduto vai beneficiar não somente o João Paulo, como o Núcleo Osmar Guaraci Freire, o Sol Nascente e o Jardim Gramados, num total aproximado de 13 mil pessoas, além de outros empreendimentos imobiliários que estão surgindo naquela região.
O prefeito lembrou dos transtornos que os moradores do bairro sempre tiveram para passar pela linha férrea no momento da passagem dos trens. À espera da composição passar, por longo tempo, muitos chegavam atrasados aos locais de trabalho e ambulâncias também ficavam paradas. Segundo ele, houve quem teve infarto e acabou morrendo porque o socorro ficou parado na passagem do trem. “Esta é uma dívida que ninguém paga”, acrescentou.
Um pouco antes da inauguração, inclusive, passou uma locomotiva que fechou a primeira entrada de acesso ao núcleo e carros fizeram longa fila de espera.
COLABORAÇÃO
O secretário Ratinho Júnior, responsável pela emenda parlamentar, disse que apenas procurou colaborar com o bairro e com seu amigo Val (Aldivino Marques da Cruz Neto), empresário e ex-vereador, que pediu a verba. “Mais do que realizar um sonho pessoal é realizar o sonho de um amigo e desta gente”, disse. “O político moderno tem que trabalhar com transparência e a verdade em busca de qualidade de vida para as pessoas”, disse, assinalando que é por isso que Apucarana vive hoje um bom momento sob o comando de Beto Preto.
Viaduto foi construído pela empreiteira Itaúba, de Curitiba.
Obra homenageia pioneiro do bairro
Durante a solenidade, o prefeito Beto Preto assinou a lei aprovada pela Câmara de Apucarana que denomina o viaduto de Sebastião Pedro da Cruz, pai do ex-vereador Alvidino Marques da Cruz Neto, popular Val. O projeto de lei foi apresentado no Legislativo pelo vereador Alcides Ramos Júnior (DEM).
Sebastião da Cruz foi um dos pioneiros do Núcleo Habitacional João Paulo. Ele inclusive, foi quem ajudou a construir as casas do bairro.
Val agradeceu a homenagem, lembrando que seu pai foi uma pessoa humilde e que muito lutou pela comunidade local. Val fez também um retrospecto de sua luta pessoal para conseguir recursos para construção do viaduto, buscando emenda parlamentar através de Ratinho Júnior.
O vereador Alcides Ramos Júnior também destacou sua satisfação em ver esta obra, que ele havia pedido desde 2004, concretizada agora na gestão de Beto Preto. A vice-presidente da associação de moradores do núcleo, Eliana Rocha, lembrou que outros prefeitos passaram pelo núcleo, prometeram a obra, mas não cumpriram. (E.C.)