POLÍTICA

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Votação deve demorar três dias na Câmara, afirma Cunha

Folhapress

| Edição de 30 de março de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou ontem que a votação em plenário do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT) deve demorar três dias. Réu no processo do petrolão e adversário declarado do governo, ele reafirmou que presidirá essas sessões.

Cunha afirma que a demora na votação do impeachment poderá se dar devido à fala dos partidos e ao clima de conflagração em torno do pedido. Ele lembrou que a Lei do Impeachment (1.079/1950) dá prazo de uma hora ao pronunciamento de cada um dos 25 partidos com representação na Casa.

"Isso sem contar que em qualquer sessão cada uma das lideranças partidárias pode usar a palavra para discursar", disse.

O prazo para que Dilma apresente sua defesa na Comissão Especial do Impeachment deve terminar na segunda-feira (4). A partir daí a comissão tem até cinco sessões para aprovar seu relatório.

Logo após ele vai à votação no plenário, em pelo menos duas sessões de discussão. Cunha discute com aliados marcar a votação decisiva para um domingo, com o objetivo de aumentar a audiência televisiva da votação e coincidi-la com protestos na frente do Congresso.

O Senado é autorizado a abrir o processo de impeachment caso haja o voto de pelo menos 342 dos 513 deputados.