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Arroz fica até 26% mais caro em Apucarana nos últimos 2 meses

Renan Vallim

| Edição de 14 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O arroz que está ficando mais caro nas gôndolas dos supermercados de Apucarana e região. O pacote de cinco quilos do produto registrou aumento médio de 26% em apenas dois meses. Em contrapartida, o feijão, o ‘vilão da vez’ há algumas semanas, caiu de preço levemente, mas ainda continua em patamar acima do apresentado há meses atrás. As constantes altas em produtos tradicionais na mesa do brasileiro têm irritado consumidores.

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Em média, as marcas mais consumidas de arroz eram vendidas pelos supermercados da região custando aproximadamente R$ 13,50 em abril. Atualmente, o valor já se aproxima dos R$ 17. Com isso, a alta nesse período chega a 26%.

De acordo com o Dieese, as causas para a alta do arroz são as mesmas para a do feijão: fatores climáticos, como as fortes chuvas no Sul e Sudeste do país, prejudicaram as lavouras, culminando na diminuição da oferta do produto no mercado interno e a consequente alta nos preços. O dólar alto também contribui, já que acaba ficando mais vantajoso para o produtor vender para o exterior do que para o mercado local.

De acordo com o comprador de uma rede de supermercados em Apucarana, Adriano Estevan Zalilio, a alta no preço do arroz não aconteceu de uma vez. “Foram duas fortes altas registradas nesses últimos dois meses. Agora, houve um pequeno período de estabilidade. Acredito que, daqui para frente, o preço do arroz deverá se manter no mesmo nível, sem subir mais, mas sem baixar”, diz.

O aumento deixou os consumidores irritados. Empresário e dono de restaurante, Marcos Gomes explica que é preciso estar atento às ofertas para tentar fugir da alta. “Nós, que compramos muito arroz, precisamos sempre dar um jeito de achar promoções, já que qualquer aumento de preço faz uma diferença enorme no fim das contas”.

A dona de casa Albina Fantin também busca promoções. “O problema da alta do arroz é que este é um alimento tradicional na mesa de todo mundo. Na minha casa, não há um dia sequer que não comemos arroz, e tenho certeza que é assim na casa de muita gente. O arroz é fundamental e impossível de ser substituído por algo mais barato”, conta.

FEIJÃO

Após sofrer alta de até 43% nos preços, o feijão está surpreendentemente mais barato no supermercado. Entre as marcas mais compradas, o valor de um quilo do produto chegou a custar em média R$ 13 nas últimas semanas. Atualmente, o preço gira em torno de R$ 11, queda de pouco mais de 15%.

O preço do produto caiu com a intensificação da colheita. A queda também é reflexo da entrada de feijão estrangeiro no mercado nacional. O Governo Federal cortou os impostos de importação do produto, ‘segurando’ o aumento do produto e levando à redução de preços.