O Paraná alcançou 80,2% da população adulta do Paraná imunizada com a primeira e segunda doses ou dose única do imunizante contra a Covid-19. A afirmação foi dada na manhã de ontem em coletiva com o secretário da Saúde Beto Preto. A expectativa é de que o índice chegue a 85% ainda em novembro, quando devem ser adotadas novas flexibilizações, incluindo em relação à obrigatoriedade do uso da máscara.
“Estima-se que até final de novembro consigamos chegar na nova meta, permitindo, desta forma, novas flexibilizações, conforme orientação do Governo do Estado. Desde que não tenhamos crescimento de novos casos podemos flexibilizar o uso das máscaras”, disse o secretário de Beto Preto, que acompanhou a chegada de mais 161 mil doses da vacina.
“O nosso foco é vacinar e manter as medidas não farmacológicas. Já estamos pensando como seria essa flexibilização, como por exemplo, nas áreas abertas, mas vamos ver ainda como será isso detalhadamente no futuro”, ressaltou.
Ainda conforme Beto Preto, o Paraná já atingiu a meta geral de vacinação do Ministério da Saúde, com base na estimativa do IBGE. “Estamos com 102% dos vacinados o que mostra que as planilhas do IBGE estavam defasadas”, disse.
Em adolescentes a vacinação também avançou. Dos 936.296 adolescentes de 12 a 17 anos, 560.859 receberam a primeira dose, que corresponde a cerca de 57% de doses aplicadas nesse público. Desde o início do mês, a Sesa já distribuiu para as Regionais de Saúde, 671.600 imunizantes para adolescentes, trabalhadores da saúde, idosos e a população em geral.
O Paraná é um dos estados que mais vacinou no país, são 16.279.177 vacinas aplicadas, mas muitas pessoas estão deixando de tomar a segunda dose. Estima-se que cerca de 3 a 5% das pessoas não se vacinaram. Não tomaram nenhuma dose.
“É importante reforçar a importância de se completar o ciclo. São as duas doses que garantem a imunização completa, o que realmente vai proteger as pessoas”, disse o secretário.
O secretário afirmou que um estudo irá apurar entre os internados, quantos não foram vacinados. “Estamos fazendo um levantamento para ver quem tomou e quem não tomou. E para quem não tomou, por opinião própria, o que é legítimo, nós iremos insistir para que mudem de ideia e se vacinem”, finaliza.
Beto Preto ressaltou que a vacinação seguirá e, para 2022, conforme as orientações preliminares do Ministério da Saúde, as pessoas acima de 60 anos e imunossuprimidas deverão tomar duas doses de vacina contra a Covid. Já para os demais, de 18 a 60 anos, há a previsão de apenas uma dose.