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Exportações na região somam US$ 168 mi

Cindy Santos

| Edição de 17 de janeiro de 2023 | Atualizado em 17 de janeiro de 2023
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As exportações na região atingiram US$ 168 milhões no acumulado do ano passado. Conforme o levantamento do Comex Stat, do Ministério da Economia, o valor foi movimentado por nove municípios com atividades no comércio exterior. O destaque foi para os móveis que registraram vendas de US$ 41,6 milhões no período. As exportações de leveduras (US$ 20,1 mi), açúcares (US$ 26,4 mi) e tecidos de algodão (US$ 7,83 mi) também tiveram papel importante no desempenho da região em 2022. As importações por sua vez ultrapassaram US$ 420,4 milhões.

Arapongas fechou o ano com o melhor desempenho da região. De janeiro a dezembro o município movimentou US$ 69,9 milhões com a venda de móveis e suas partes, glândulas animais, plantas, carnes entre outros produtos importados principalmente pela Índia, Peru, África do Sul, China e outros 20 países.

São Pedro do Ivaí ocupa a segunda posição com o maior volume de dinheiro movimentado pelas exportações, puxadas pela venda de leveduras e preparação para ração animal. No ano passado o município exportou para 13 países, mas o principal parceiro de São Pedro do Ivaí são os Estados Unidos que importaram quase US$ 18 milhões no período. 

O município com o terceiro maior volume de exportações é Jandaia do Sul que fechou o ano passado com US$ 27,3 milhões, puxado majoritariamente pelo comércio de açúcares de cana e beterraba. O município também exporta álcool etílico, sangue para usos terapêuticos e cadeiras de ferro fundido ou aço. Os principais parceiros de Jandaia são a Argélia, Rússia e Bangladesh. 

RECUO

Embora tenha registrado um volume expressivo, as exportações do ano passado não superaram o valor acumulado em 2021 quando a região ultrapassou US$ 203 milhões. No comparativo, o balanço mostra um recuo de 17% na participação da região nas vendas internacionais. O economista Paulo Cruz, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), explica que em 2022 o comércio mundial estava se refazendo após ser duramente castigado pela pandemia. O cenário instável fez com que muitos contratos fossem revisados para baixo. “Além disso, estas regiões que estavam direcionadas para grãos tiveram perdas de produção em 2021 isso impactou fortemente em seu processo de exportação combinado com uma estabilidade do valor do dólar que não incentivou as exportações baseadas em preço”, analisa. 

Melhor qualificação

Para avançar nas exportações, o economista Paulo Cruz acredita que os municípios precisam melhorar sua qualificação produtiva além de instituir uma política de ações de incentivo voltadas ao mercado externo e para o processo de ampliação da produção, com inovação contínua de mão de obra, máquinas e equipamentos. “Para 2023 as perspectivas são boas a economia mundial está em processo de recuperação. A economia nacional tende a manter a estabilidade com ações de incentivo setoriais que podem impactar positivamente no comércio externo a estabilidade do dólar tende a ser superada pela ampliação produtiva”, pontua.