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Mães denunciam professora de escola de Apucarana por agressão a alunos

Fernando Klein

| Edição de 07 de julho de 2022 | Atualizado em 07 de julho de 2022
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Três mães procuraram a Polícia Civil de Apucarana para denunciar uma professora por supostas agressões sofridas pelos filhos em uma escola particular da cidade. Um vídeo em poder das mães mostra dois alunos - um menino e uma menina de dois anos - agredidos em sala de aula. A mesma professora é responsável pelos dois registros. A escola, localizada no centro, trabalha com crianças do maternal ao ensino infantil. 

A gravação teria sido repassada pela própria escola a uma das mães, que cobrou explicações sobre ferimentos do filho. O estabelecimento de ensino, visando comprovar que o hematoma havia sido provocado por uma queda, encaminhou o vídeo. No entanto, a filmagem mostrou também duas crianças sendo agredidas. Uma professora bate no rosto de uma criança sentada na sala de aula e depois no menino que havia caído, após a criança ser erguida e colocada no colo por uma ajudante.

A advogada Henryette Mayara do Prado Ribeiro, de Apucarana, acompanhou duas mães à Delegacia da Mulher. Uma terceira mãe também registrou boletim de ocorrência, mas com outro profissional de Direito. Henryette conta que as agressões ocorreram na terça-feira (5). Outras mães também estão denunciando supostos castigos, que incluíam deixar os alunos sozinhos em salas escuras.

“As mães relataram que já haviam percebido hematomas, mas achavam que eram situações normais envolvendo as crianças”, diz a advogada.

As duas mães representadas pela advogada tiraram os filhos da escola. Um deles, inclusive, segundo afirma a advogada, não quer voltar a estudar. “Nós vamos aguardar agora a investigação da polícia. Ainda não decidimos qual caminho judicial iremos adotar, mas algo será feito”, disse.

Hoje, a advogada e as mães vão devem se reunir com a direção de escola. “Ainda não conversamos com a diretora”, afirma.

A escola confirmou na tarde de ontem que a funcionária flagrada nas imagens foi afastada. A assessoria jurídica do estabelecimento de ensino disse à Tribuna que está apurando o caso para, na sequência, “tomar as medidas cabíveis”. 

A delegada Magda Marina Hofstaetter, responsável interinamente pela Delegacia da Mulher, já iniciou investigação. Depois de ouvir três mães que registraram boletim de ocorrência, ela começará a ouvir outros depoimentos.

“As mães procuraram a delegacia para fazer o registro e relatar os fatos que estariam acontecendo na escola. Agora, vamos analisar os relatos e colher novos depoimentos”, disse. A delegada não quer antecipar qualquer tipo de encaminhamento da apuração da denúncia.“Vamos primeiro reunir as declarações e ouvir eventuais testemunhas indicadas pelas mães e do próprio corpo pedagógico da escola para adotar a providência cabível”, reforça. Segundo a delegada, não é possível ainda definir nenhuma tipificação penal da professora enquanto a investigação estiver no início. Ela também não comentou o teor das imagens.