Final de ano é período em que muitas famílias aproveitam as festas e as férias escolares para botar o pé na estrada. O uso do próprio carro traz comodidade para os viajantes, mas também exige alguns cuidados, sobretudo com a manutenção. Por isso, seguir algumas dicas é importante para não ficar no meio do caminho e estragar a viagem.
Proprietário de uma oficina mecânica em Apucarana, André Hopka Neto afirma que os principais itens que precisam de revisão são os freios, as rodas e pneus, motor e a parte elétrica. “O objetivo de uma revisão antes de pegar a estrada é reduzir os riscos de problemas. É importante observar o estado dos freios, dos sistemas elétricos, como lanternas e faróis, observar as mangueiras, alinhar e balancear as rodas e verificar o estado de conservação dos pneus. Esses são os itens básicos”, afirma.
O valor da revisão varia, já que cada carro possui um nível de complexidade mecânica diferente. As revisões costumam ficar entre R$ 200 e R$ 2 mil. No entanto, se o veículo apresentar peças para serem trocadas, o valor pode subir. Em média, os gastos ficam em aproximadamente R$ 600.
André lembra que o momento de levar o veículo para a revisão é muito importante. “O ideal é que os donos dos veículos agendem com uns dois dias de antecedência a revisão. Também é importante que ela seja feita com cerca de um mês de antecedência da viagem. Assim, é possível resolver possíveis problemas que apareçam no veículo e também dá tempo de o motorista rodar com o carro após ele voltar da oficina, garantindo que tudo está em ordem”.
Outro fator que pode influenciar na hora de pagar a conta é o hábito do proprietário em realizar as revisões programadas e manutenções de rotina. “Se o carro não vê uma oficina há muito tempo, é bem provável que alguns itens precisam ser trocados, como itens da suspensão ou peças do motor, o que eleva o valor”, lembra João Robson Pitoni, proprietário de outra oficina mecânica na cidade.
Ele afirma que muitas pessoas se assustam com o valor da revisão, mas ficaram anos sem fazer manutenção no carro. “Quem realiza a manutenção nos prazos recomendados gasta menos porque mantém o carro sempre funcionando bem”, garante.
MOVIMENTO
Apesar de essa ser uma boa época para as oficinas, o movimento diminuiu. “Geralmente, a alta já começa em outubro, chegando a até 60% de aumento no número de carros. Neste ano, o aumento ficou em uns 40%, com início apenas em dezembro”, afirma André Hopka Neto.
João Pitoni também notou a queda. “Em comparação com o ano passado, o movimento reduziu uns 30%. Nesse período difícil, as pessoas estão economizando o máximo que podem”, diz.