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Mercado das criptomoedas atrai investidores de Apucarana e região

Cindy Santos

| Edição de 21 de outubro de 2022 | Atualizado em 21 de outubro de 2022
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Nas últimas semanas, o mercado das criptomoedas tem ganhado os noticiários após uma sucessão de episódios envolvendo golpes financeiros como é o caso do Sheik dos Bitcoins, que enganou a modelo Sasha Meneghel e cerca 80 pessoas da região de Apucarana, e o músico e empresário Patrick Abrahão, que foi preso na última quarta-feira (19). Mesmo existindo preocupações sobre negociações fraudulentas, especialistas e mineradores de Apucarana e região garantem que vale a pena investir na economia digital, desde que seja feito em plataformas amigáveis e seguras.

“É uma maneira de diversificar seu portfólio com um ativo totalmente descentralizado, que te permite fazer transações mundiais, e que a oscilação de preço não depende da política econômica do governo, pois sabemos que se a política econômica é ruim a moeda fiduciária perde valor de maneira muito rápida”, afirma a especialista em criptomoedas, Iara Thamires Alves, de Jandaia do Sul. 

Segundo a especialista, outra vantagem é o custo das transações que são muito baixas. Ela afirma que a dica para não cair em golpes é estudar os fundamentos da economia virtual e comprar as criptomoedas mais consolidadas, que têm potencial para existir a longo prazo.

“Hoje em dia já tem disponível para adquirir criptomoedas em vários aplicativos que estão no nosso dia a dia como Picpay, Mercado Pago, 99taxi, Nubank, o ideal é começar com um valor baixo”, orienta.

O técnico de informática Flávio Rogerio Ansanelo, de Apucarana, investe em criptomoedas há cinco anos. Ele investe nas moedas virtuais que mais valorizam, no caso, Bitcoin, Ethereum, XRP, e Cardano.

Para investir, ele explica que é preciso abrir uma conta em uma corretora séria e comprar a moeda virtual que desejar. “É rentável sim, mas não indico para as pessoas que estão precisando de dinheiro rápido, é um investimento para longo prazo”, alerta.


Fotógrafo lucrou minerando durante pandemia

Outra forma de lucrar com as criptomoedas é ir na sua origem, com mineração. A pandemia da Covid-19 encorajou o fotógrafo apucaranense Paulo Henrique Cardozo a investir na área. Na época, o setor de eventos, ramo onde ele atua, teve suas atividades paralisadas. “Como estava sem trabalhos de evento, passei a buscar uma oportunidade de investimento e renda”, conta.

Sem poder trabalhar, PH – como é conhecido na cidade – decidiu apostar nas moedas virtuais e se surpreendeu. “Pesquisei no YouTube e achei um vídeo sobre como ganhar dinheiro com o computador. Assisti até o final e em seguida já fui tentar para ver se dava certo. Após quatro dias já recebi o primeiro pagamento, então percebi que era algo verdadeiro e comecei a investir aos poucos”.

Paulo investiu em equipamentos e sistemas de computação específicos para esse tipo de trabalho, chamados ‘rigs’, e até em energia solar para economizar na conta de energia elétrica.

O mercado, entretanto, é de altos e baixos. De acordo com PH, a maioria dos mineradores estão com seus equipamentos desligados esperando a alta de alguma moeda que renda para pagar às custas de energia elétrica. “O mercado mundial está em baixa, aí refletiu diretamente nos valores das criptomoedas. Esse ano com a guerra na Ucrânia e o mercado macroeconômico ruim afetou demais o rendimento”, explica.