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Mulheres vítimas de violência ganham casa de acolhida em Arapongas

Da Redação

| Edição de 13 de março de 2023 | Atualizado em 13 de março de 2023

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Mulheres vítimas de violência doméstica agora têm onde se abrigar. Foi inaugurada na manhã de ontem, a Casa de Acolhimento para Mulheres Vítimas de Violência. A iniciativa é da Prefeitura, através da Secretaria Municipal da Assistência Social, com apoio da Secretaria Municipal da Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Delegacia da Mulher e Guarda Municipal. 

“A vereadora Rosemary Farias já vinha defendendo um espaço desse tipo. Para mim, foi decisivo o dia em que uma senhora de mais de 60 anos me procurou dizendo que o marido a havia espancado e também ao seu filho, que tem Síndrome de Down. Muitas vezes a justiça é lenta, mas o trabalho da polícia é rápido e exige suporte imediato da administração pública”, afirmou o prefeito Sérgio Onofre. “Fazer segurança pública também é isso: auxiliar e dar dignidade às pessoas vítimas de violência física”, acrescentou.

A casas é um espaço de suporte para as vítimas de violência doméstica, principalmente nas ocorrências de final de semana e feriados, em períodos noturnos, em que as equipes policiais e guardas municipais não têm respaldo para manter a agredida ou ameaçada em segurança, junto de seus filhos, até que a prisão do agressor ou a medida protetiva sejam efetivadas.

O secretário de Segurança Pública, Paulo Sérgio Argati, lembrou que muitas vezes a viatura da PM ou da Guarda Municipal chega à casa da vítima para atender a ocorrência e o agressor foge pulando o muro dos fundos. “Os agentes de segurança vão embora com peso na consciência, pois a vítima muitas vezes não tem onde ficar e o agressor pode voltar a qualquer momento e seguir com a violência. Agora, com essa Casa de Acolhimento, as coisas vão mudar”, afirmou Argati. 

A secretária da Assistência Social, Terezinha Canassa, lembrou que mal havia assumido o cargo quando foi chamada para ajudar na tarefa de viabilizar, em 30 dias, a Casa de Acolhimento. “Graças à união de toda a equipe, o projeto se tornou realidade”, comemorou. Camila Costa, delegada chefe da Delegacia da Mulher de Arapongas, frisou que a medida protetiva muitas vezes demora 48 horas para ser formalizada. Nesse período, a vítima que não tem familiares na cidade não sabe para onde ir. “Agora elas têm esse espaço, com assistente social, psicóloga e o suporte necessário. É um avanço enorme”, frisou.