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Radioterapia do Hospital da Providência é credenciada pelo Ministério da Saúde

Claudemir hauptmann

| Edição de 28 de julho de 2022 | Atualizado em 28 de julho de 2022
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é credenciada pelo Ministério da Saúde

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O centro de radioterapia e de onco hematologia, do Hospital da Providência, de Apucarana, passa agora a ser de referência regional pelo Ministério da Saúde, que confirmou nesta semana a conclusão do processo de credenciamento, que vinha sendo politicamente articulado há vários anos. Com o credenciamento, o centro, que atende desde janeiro de 2021 exclusivamente com recursos do Estado, passa agora a receber também o aporte de recursos federais. 

A diretora geral do Hospital da Providência, irmã Geovana Aparecida Ramos, destaca que deste o início do funcionamento – em janeiro de 2021 - até agora, mais de 12 mil sessões de radioterapia foram realizadas no centro, responsável, ainda por uma média de 800 consultas mensais.

“Nossa equipe até chorou de emoção, ao saber do credenciamento”, afirma a gestora do hospital. “É uma conquista fundamental para todos e que coloca Apucarana no nível de Londrina e Maringá quando falamos em radioterapia”, explica. O centro atende atualmente pacientes também de Londrina, Maringá, de todo o Vale do Ivaí, e até de cidades do norte pioneiro. “Temos recebido diariamente gente de várias regionais de saúde”, reitera.

Irmã Geovana lembra que a luta pelo centro começou ainda na gestão do então prefeito Beto Preto. “Ele nos procurou na época e pediu que fizéssemos um projeto porque estava articulando a doação de um equipamento de radioterapia para o hospital, através da Itaipu Binacional. “E desde então, colocamos o centro para funcionar e vínhamos lutando pelo credenciamento junto ao Ministério da Saúde, sempre com a ajuda do Beto Preto, que até esteve em Brasília conosco”.

A diretora lembra que os investimentos totais no Centro de Radioterapia e de Onco Hematologia do Hospital da Providência já somam aproximadamente R$ 11,5 milhões, entre equipamentos e obras. “Tudo isso é resultado de um projeto comunitário, com a prefeitura, com o estado, com as empresas, de Apucarana e de toda a região”, define.

O ex-prefeito e ex-secretário de Saúde, Beto Preto, em visita à Tribuna ontem, lembrou da luta política para conseguir o centro de radioterapia, iniciado há mais de 4 anos. “Tínhamos quimioterapia, cirurgias, diagnóstico e consultas na área de oncologia. Mas faltava a radioterapia e algumas subespecialidades. Agora, temos um novo avanço com o credenciamento. Todo o atendimento, que já era feito com o Estado, agora tem o reconhecimento federal. Estamos todos muito felizes por essa conquista, que é de toda a região”, afirma o médico.

Beto lembra que Apucarana tem gestão plena da saúde e que o sistema está sempre em luta para ampliar os serviços e para avançar na qualidade do atendimento. “E o Providência é a porta que está sempre aberta para atender as pessoas na hora da dor, na hora do tratamento hospitalar. Tenho profundo respeito pelo Providência”, afirma.


Setor de saúde do município comemora conquista

O secretário municipal de Saúde de Apucarana, Emidio Bachiega, comenta que há tempos o setor de saúde vinha apreensivo, esperando o reconhecimento e o credenciamento do Hospital da Providência. Segundo o secretário, o aporte de recursos federais para o centro já deve começar a ocorrer a partir de agosto, embora os valores específicos ainda não estejam definidos. 

“Depende do Ministério da Saúde, para onde enviamos a série histórica da quantidade de atendimentos já prestados”, explica. Atualmente, contabilizando todos os recursos de média e alta complexidade já credenciados, Apucarana recebe mensalmente R$ 4 milhões. 

“O tratamento de radioterapia é muito doloroso para os pacientes e familiares. O atendimento deles aqui, perto de suas famílias, é mais humanizado. E o tratamento de onco hematologia tem procedimentos muito caros. Há casos de tratamentos de um único paciente que podem custar até R$ 40 mil em um mês, por causa dos remédios utilizados”, exemplifica. 

O secretário destaca que só o equipamento de radioterapia conseguido para o centro, em Apucarana, custa mais de um milhão de dólares. “O equipamento que temos aqui, pelo SUS, nem Londrina e Maringá possuem”, afirma.