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Trabalhadores do vestuário vão receber 10% de reajuste

Renan Vallim

| Edição de 17 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Após quase três meses de negociações, representantes dos patrões e dos empregados no setor de vestuário de Apucarana e região chegaram a um acordo sobre as novas bases salariais da categoria. Os funcionários receberão reajuste salarial de 10% sobre seus vencimentos, valor 0,12% acima da inflação no período. O único porém é com relação àqueles empregados que recebem R$ 3 mil ou mais por mês, que terão seus reajustes divididos em duas parcelas.

Imagem ilustrativa da imagem Trabalhadores do vestuário vão receber 10% de reajuste

O piso da categoria, que antes era de R$ 1.023,93, passou para R$ 1.126,33. O valor só não se aplica ao cargo de auxiliar geral, que terá seus vencimentos a partir de R$ 934,19 ao entrar na empresa e, após 180 dias de serviço, passará a receber R$ 993,82.

Funcionários com ganhos até R$ 2.999,99 terão reajuste de 10% sobre seus vencimentos já a partir do próximo pagamento. Eles ainda receberão retroativo dos meses de setembro e outubro.

Funcionários que recebem R$ 3 mil ou mais receberão o reajuste de 10% em duas parcelas. Eles receberão 5% de reajuste já no próximo pagamento, mais retroativos. Os outros 5%, que incidirão no valor pago em setembro de 2014, serão incluídos a partir de março de 2016.

O período de vigência desses novos valores vai até 31 de agosto de 2016. O acordo salarial abrange 24 municípios, que concentram cerca de 25 mil trabalhadores da área, de acordo com o sindicato classista.

NEGOCIAÇÃO

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Apucarana e Região (Stivar), Maria Leonora Batista, avalia a negociação salarial deste ano como positiva. “Acredito que foi uma boa negociação. Conseguimos um valor de reajuste um pouco acima da inflação do período, que ficou em 9,88%. Portanto, vejo o acordo como positivo”, diz.

Ela reconhece que a situação da indústria é complicada e prega a união do setor. “A situação está ruim para todo mundo, seja patrão ou empregado. Por isso, acredito que devemos nos unir para enfrentarmos essas dificuldades. Só reclamar não adianta nada”, diz.

O presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale), Jayme Leonel, também aprovou o resultado. “Acredito que foi positivo para ambas as partes. Tivemos uma pequena demora para conseguirmos chegar a um denominador comum por conta da crise econômica enfrentada pela indústria brasileira de modo geral. Isso dificulta um pouco as coisas. Mas acho que conseguimos atingir um bom patamar para todos”, avalia.

Ele explicou ainda sobre a diferença de reajuste para funcionários com ganhos superiores a R$ 3 mil mensais. “Esses funcionários oneram bastante a folha de pagamento das empresas. Por isso, buscamos uma negociação diferenciada. O sindicato dos trabalhadores entendeu a nossa posição e conseguimos chegar a um acordo”, disse.