Lideranças de Mauá da Serra, no Vale do Ivaí, organizam uma manifestação para o próximo dia 18, às 9 horas, contra a instalação de duas praças de pedágio no modelo free flow. O município teme o impacto econômico e os prejuízos à população por conta da cobrança.
O prefeito Givanildo Lopes (União Brasil) explica que uma estrutura fica próxima ao Restaurante Bambu, dividindo a cidade e isolando moradores do bairro Serra do Cadeado, e a outra no km 2, sentido Londrina. Giva, como é mais conhecido, afirma que esse segundo pedágio está no território de Mauá da Serra, e não em Tamarana, como chegou a ser informado.
“O pedágio foi colocado exatamente dividindo o município ao meio. Tenho mais de 100 famílias na Serra do Cadeado que, para usar o posto de saúde municipal, o mercado ou uma farmácia, terão que pagar uma tarifa cheia de aproximadamente R$ 11 ou R$ 12”, assinala Giva.
O impacto atinge também trabalhadores de cidades vizinhas, como Faxinal, que utilizam o trecho para acessar centros como Apucarana e Londrina.
A Prefeitura de Mauá da Serra busca apoio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e do governo federal para que a praça seja realocada, citando como exemplo o caso de Rolândia, onde a estrutura foi mudada de lugar para não prejudicar a mobilidade urbana.
Visando buscar apoio, o prefeito esteve ontem em Curitiba e conversou com diversos deputados estaduais sobre a situação.
Em apelo direto às autoridades, o prefeito reforçou que o direito de ir e vir da população está sendo comprometido para atividades básicas. “Estamos pedindo que tenham misericórdia do povo de Mauá da Serra. Se der para realocar, ok; se der para retirar, melhor ainda, ou se der para isentar a população, para que não tenham seu direito cerceado”, pontuou o prefeito.
A Prefeitura já informou que enviará um ofício à Polícia Rodoviária Federal (PRF) comunicando sobre a realização do ato e seguirá buscando uma solução técnica, que evite o isolamento do bairro Serra do Cadeado.
As duas estruturas já foram construídas pela concessionária responsável. Ainda não há informações sobre o início da cobrança.