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Vítimas de agressão terão atendimento especial em Arapongas

Cindy Annielli

| Edição de 29 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A 22ª Subdivisão Policial (SDP) de Arapongas acaba de criar o Setor de Atendimento à Mulher (SAM). O novo departamento, implantado nesta semana em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, vai proporcionar atendimento especializado para mulheres vítimas de violência doméstica que procurarem a delegacia. Levantamento da 22ª SDP aponta que de 2014 até o momento 650 queixas foram registradas no município, o que corresponde a quase 30 boletins por mês.

Imagem ilustrativa da imagem  Vítimas de agressão terão atendimento especial em Arapongas

O delegado Osnildo Carneiro Lemes, chefe da 22ª SDP considera o SAM um esboço do trabalho que será desempenhado futuramente com a implantação da Delegacia da Mulher, cuja criação é reivindicada há algum tempo por autoridades locais. Dois profissionais - uma psicóloga e uma assistente social - foram cedidos pela prefeitura para garantir atendimento humanizado às vítimas.

"A ideia de criar um setor especializado é de melhorar o atendimento e o aconselhamento das vítimas. Com o SAM, as mulheres terão um setor reservado para conversar, relatar seus problemas e serem orientadas, independente se vão dar continuidade ao processo ou não".

A projeção do delegado é que o índice de denúncias aumente após a criação do setor. "Muitas mulheres sofrem agressões diariamente e não procuram ajuda. Talvez até pelo constrangimento de chegar na delegacia e serem atendidas por homens. Assim, a partir do momento que tomarem conhecimento que existe atendimento especializado na delegacia creio que o número de denúncias vai aumentar”.

Outro dado relevante do relatório chama atenção das autoridades policiais. Apenas 20% das denúncias (130 casos) foram formalizadas em inquéritos policiais. “Poucas mulheres querem dar continuidade por medo ou pena dos agressores, que são seus companheiros, e acabam não formalizando a denúncia. Muitas chegam na delegacia dizendo que querem apenas dar um susto no marido, mas essa não é nossa atribuição”, diz.

Lemes ressalta que a comunidade e autoridades locais estão se mobilizando para a implantação de uma Delegacia da Mulher e uma casa de apoio para abrigar vítimas de violência doméstica. “Todos estão mobilizados para criar essa delegacia especializada e, além disso, a prefeitura tem a intenção de criar uma casa de apoio. O local servirá como abrigo para mulheres que registraram queixa. Muitas não têm para onde ir e continuam morando na mesma casa que o agressor”, explica.

A Secretaria Municipal de Assistência Social confirmou que a possibilidade está sendo estudada, no entanto, não forneceu detalhes.