BISPO DOM CARLOS JOSÉ

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Festão da Basílica

Da Redação

| Edição de 08 de julho de 2026 | Atualizado em 08 de julho de 2026

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Entre os dias 9 e 12 de julho, a Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes viverá mais uma edição do Festão Julino. Mais do que um evento social, esta é uma expressão da fé do povo de Deus, um momento de encontro entre famílias, amigos e comunidades, que se reúnem para celebrar, conviver e fortalecer os laços de fraternidade. 

Na Sagrada Escritura, a festa ocupa um lugar privilegiado. No Antigo Testamento, o povo de Israel era convocado por Deus a interromper suas atividades para celebrar as grandes festas religiosas. A Páscoa, Pentecostes e a Festa das Tendas não eram apenas recordações de acontecimentos passados, mas experiências vivas da presença de Deus no meio do seu povo.

Celebrar era reconhecer que toda a vida é dom do Senhor, renovar a Aliança e fortalecer a identidade da comunidade. Também no Novo Testamento, Jesus participa das festas de seu povo. 

O primeiro sinal realizado por Cristo acontece justamente durante uma festa de casamento, em Caná da Galileia, revelando que Deus deseja compartilhar da alegria humana e transformar aquilo que é simples em ocasião de graça. O próprio Senhor também participa das grandes festas judaicas em Jerusalém e utiliza frequentemente a imagem do banquete para anunciar o Reino de Deus, revelando que a salvação é um convite à comunhão, à alegria e à partilha.

À luz do Evangelho, compreendemos que a festa possui um profundo valor humano e espiritual. Ela rompe a rotina, favorece o encontro entre as pessoas e cria oportunidades para fortalecer os vínculos familiares e comunitários. Em um tempo marcado pelo individualismo, pelo excesso de compromissos e pelas relações cada vez mais mediadas pelas tecnologias, reunir-se em torno da Igreja torna-se um testemunho concreto de que continuamos sendo chamados à convivência, ao diálogo e à amizade. As festas paroquiais sempre desempenharam um papel importante na vida das comunidades. Elas aproximam diferentes gerações, favorecem o trabalho voluntário, despertam o espírito de colaboração e fortalecem o sentimento de pertença à Igreja. Cada pessoa que prepara um prato, organiza uma equipe, acolhe os visitantes ou participa da programação contribui para construir uma verdadeira experiência de comunhão, na qual todos colocam seus dons a serviço do bem comum. 

O Festão da Basílica é, portanto, muito mais do que um momento de lazer. É a expressão de uma comunidade viva que celebra sua fé, honra os Santos e testemunha que a Igreja continua sendo casa de portas abertas, lugar onde todos são acolhidos como irmãos. Ao redor da mesa, da música, da oração e da convivência fraterna, renovamos a certeza de que Deus continua reunindo seu povo e fortalecendo os laços que nos unem. Que Nossa Senhora de Lourdes, padroeira de nossa Diocese e da Basílica que leva seu nome, interceda por todos os que colaboram na realização desta festa e por todos os que dela participarão. Que estes dias sejam marcados pela alegria do encontro, pela generosidade da partilha e pela renovação da fé, para que nossas famílias e comunidades continuem sendo sinais da presença amorosa de Deus no mundo.