COLUNA DA TRIBUNA

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Disputa por partidos fica para 2028

Da Redação

| Edição de 19 de outubro de 2026 | Atualizado em 19 de outubro de 2026

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É público e notório que vários vereadores de Apucarana pretendem mudar de partido antes das eleições municipais de 2028. Como a legislação proíbe a troca de legenda antes da chamada janela partidária, a menos que haja justa causa, até abril de 2028 todos os edis apucaranenses devem permanecer onde estão. Muitos tentam controlar os partidos que consideram da vez, como o PL e o Novo, através de terceiros. No entanto, tudo vai depender do entendimento entre o deputado estadual do PL mais votado em Apucarana, Delegado Jacovós, e o presidente estadual do partido, senador eleito Filipe Barros. Até o prefeito Rodolfo Mota pode entrar nessa disputa, pois tudo indica que seu caminho político é trocar o União Brasil pelo PL, desde, é claro, que tenha o controle do partido na cidade. Outros pretendentes são os vereadores Danylo Acioli (MDB) e Tiago Cordeiro (PDT), além do ex-vereador Adan Lenharo. Já com relação ao Novo, pode ficar com Tiago Cordeiro, se assim o desejar.

Não ajuda, atrapalha

O presidente Lula enfrenta uma parada difícil neste segundo turno. Além da ojeriza que o PT causa no agronegócio e em outros setores da sociedade, tem ainda a prejudicá-lo a primeira-dama Janja da Silva. A atual mulher de Lula, ao contrário da ex-esposa, Marisa da Silva, impõe a vontade e opinião dela, e Lula aceita pela paixão que nutre pela mulher. Janja facilita as coisas para o adversário Flávio Bolsonaro.

Itaipu elege irmão

O diretor-geral de Itaipu, Enio Verri, fez das tripas coração para eleger seu irmão Mário Verri deputado estadual pelo PT. Acabou conseguindo. Pelas reclamações de aliados políticos, Mário foi o único a merecer atenção total do diretor-geral de Itaipu na eleição, envolvendo, segundo se comenta, a própria usina na campanha. A Itaipu, como se sabe, despejou dinheiro em muitos municípios nos últimos anos.

Força de Ricardo

Faltou pouco, muito pouco por sinal, para o deputado federal Ricardo Barros (PP) igualar a votação em Maringá do controvertido sargento Fahur (PL), que no Paraná todo atingiu 242.643 votos. Em Maringá, base tanto de Ricardo quanto de Fahur, este somou 30.674 votos e Ricardo Barros, 28.146, em um total de 220.275 votos válidos registrados nas urnas da cidade. A diferença entre eles já foi maior em eleições passadas.

Adesivaço em Apucarana

Vereadores apucaranenses e outras lideranças políticas da cidade promoveram, no domingo, um adesivaço de carros na Praça Rui Barbosa em prol da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Teve até foguetório, como que antecipando uma possível vitória do candidato neste domingo, dia 25. Já a turma do Lula se limitou a colocar uns wind banners ao longo das praças do Redondo e Rui Barbosa, e nada mais.

Mantendo a base unida

Pelo menos a cada dez dias, o prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, se reúne com sua base na Câmara Municipal para discutir projetos que encaminha ao Legislativo e, ao mesmo tempo, dialogar sobre a futura composição da Mesa Executiva, a ser eleita na segunda quinzena de dezembro. Com seis vereadores, a maioria dos 11 edis, Rodolfo espera eleger o presidente da Câmara Municipal sem maiores dificuldades.