Ao anunciar ontem o nome do primeiro secretário de Estado, na verdade uma secretária, o governador eleito Sérgio Moro sinalizou que pretende compor uma equipe de técnicos, não importando se é ou não do Paraná, nem tampouco se tem filiação partidária afinada com o PL, seu partido, ou outros partidos que se aliaram a ele na eleição. A escolha da economista Pricilla Santana para a Secretaria de Fazenda, cargo que vinha ocupando no governo do Rio Grande do Sul, estado administrado por Eduardo Leite, do PSD, foi um recado de Moro sobre o perfil que busca para trabalhar em sua equipe. Pricilla tem um currículo invejável e já ocupou diversos outros cargos em nível federal. Isso não significa dizer que um ou outro parlamentar, seja estadual ou federal, aliado a ele não possa vir a ocupar alguma pasta, como arranjo político. No entanto, seriam secretarias que não exigem um perfil técnico e que tenham a incumbência de fazer política de boa vizinhança com parlamentares e prefeitos, como, por exemplo, a Secretaria de Cidades e a própria Casa Civil. Mas será muito difícil Moro agradar a gregos e troianos na composição de sua equipe de governo. Tem gente acreditando que vai ser convidado e pode ficar frustrado no final das contas. Não se pode ignorar que Sérgio Moro, antes de ser político, é um ex-juiz e, como tal, o critério dele para escolher auxiliar, além do perfil técnico, é a vida pregressa. Porém, como o cargo de governador é político, vai ter que aliar política e técnica para governar com tranquilidade e fazer uma boa gestão, que é o que espera o povo paranaense.
Vai ter mando político?
Outra dúvida que impera entre os deputados estaduais e federais eleitos na coligação do governador Sérgio Moro, caso do PL, Podemos e Novo, é saber se em sua gestão vai prevalecer o mando político do parlamentar em sua região onde foi o mais votado. Nos governos de Ratinho Junior e Beto Richa, por exemplo, o tal mando político ditou as nomeações dos cargos regionais, prevalecendo o critério político.
Cargos em Apucarana
Com um novo governo estadual, é natural que haja troca dos cargos regionais, principalmente onde os titulares tenham sido nomeados por critério político. Em Apucarana, existem várias regionais, como Ciretran, 16ª Regional de Saúde, Núcleo Regional de Educação e Secretaria da Família, entre outros como núcleo regional de Agricultura, Cohapar e DER. O preenchimento de muitos desses cargos não vai ser de imediato.
Reunião sem solução
Dezenas de deputados estaduais participaram de um jantar na segunda-feira com o governador eleito Sérgio Moro, imaginando que do ágape poderia surgir o nome preferido pelo futuro chefe do Palácio Iguaçu para ocupar a presidência da Assembleia Legislativa. Nada disso foi falado. Foi apenas um jantar de confraternização. Pelo visto, o governador eleito vai levar em banho-maria essa escolha até janeiro.
Lupion vai ser ouvido
Na indicação dos cargos regionais de Apucarana, que abrange o município de Arapongas, o deputado federal reeleito Pedro Lupion (Republicanos) pretende ser ouvido pelo governador eleito Sérgio Moro, a quem apoiou desde a primeira hora. Lupion foi o deputado federal mais votado de Arapongas, onde fez 10 mil votos e é muito ligado ao ex-prefeito Sergio Onofre, que não se elegeu deputado estadual.
Interesse de Arapongas
Para os apoiadores de Pedro Lupion em Arapongas, os cargos que mais interessam são a chefia da 16ª Regional de Saúde e do Núcleo Regional de Educação, onde a indicação seria do padre Lino, atual secretário municipal de educação. Já em relação à 16ª Regional de Saúde, não haveria ainda nenhum nome em vista. A disputa pelas indicações dos cargos regionais vai ser interessante de assistir.