COLUNA DA TRIBUNA

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O temporal, a campanha e os políticos

Da Redação

| Edição de 22 de setembro de 2026 | Atualizado em 22 de setembro de 2026

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O apucaranense viveu momentos dramáticos na noite de segunda-feira com o temporal que assolou a cidade com ventos que chegaram a 124,9 quilômetros por hora, segundo o Simepar. Os estragos foram muitos e ainda não é possível contabilizar todos os danos, nem medir a extensão do que ocorreu no município. Ainda ontem até a noite, milhares de residências e empresas estavam sem energia elétrica. Nas ruas, semáforos desligados por falta de energia provocaram um caos no trânsito urbano. Para os políticos, especialmente os candidatos às eleições de 4 de outubro, os prejuízos foram a perda de wind banners. Pouco ou quase nada sobrou do material de propaganda eleitoral, ferramenta principal de alguns candidatos da cidade a deputado estadual e deputado federal. Enquanto políticos avaliavam suas perdas com os wind banners, milhares de apucaranenses viviam o drama de terem suas casas destelhadas e a procura por lonas e telhas no Pátio de Máquinas e Corpo de Bombeiros provocou uma fila enorme ao longo do dia. A Defesa Civil da cidade e do próprio Estado fizeram e estão fazendo sua parte, como garantiu ontem o prefeito Rodolfo Mota, que diz ter passado a noite ajudando os desabrigados e avaliando os estragos causados em prédios públicos. Em toda a história do município de Apucarana, nunca um temporal dessa envergadura tinha assolado a cidade e deixado marcas para sempre, até mesmo na Catedral, que tinha passado por ampla reforma interna há pouco tempo. Só por Deus que as perdas foram apenas materiais, sem vítimas. Fica o trauma e o medo do que ainda está por vir com o fenômeno El Niño, que deve ser o mais devastador dos últimos 150 anos. Que nossa Padroeira, Nossa Senhora de Lourdes, proteja todos os apucaranenses. Amém!

Campanha suspensa

Diante do ocorrido e dos transtornos causados pelo temporal de segunda-feira à noite, os candidatos de Apucarana que pleiteiam uma vaga na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa decidiram se abster de fazer campanha, até porque o povo, diante das circunstâncias, não estava e não está nem um pouco interessado em eleição, diante de tudo o que Apucarana está vivendo. E olha que faltam só onze dias para o pleito.

Rodolfo, defesa civil

A RPC, afiliada da Globo em Londrina, passou a manhã de ontem em Apucarana para cobrir os estragos deixados pelo temporal que assolou a cidade. Em uma das matérias exibidas no jornal da manhã, Bom Dia Paraná, o prefeito Rodolfo Mota foi identificado como sendo da Defesa Civil pelo fato de estar usando um colete da instituição, quando entrevistado na noite anterior. Assessores do alcaide reclamaram na RPC.

Repor wind banner

Mesmo com a campanha paralisada, os candidatos apucaranenses estavam preocupados nesta terça-feira em como repor os wind banners destruídos pelo temporal. O problema é o tempo curto até a eleição e a dificuldade de conseguir repor rapidamente o material de campanha, tanto pelo custo como pelo tempo para produzir. Para os candidatos que estavam apostando apenas nesta peça de propaganda, a falta é irreparável.

Disputa das pesquisas

Nada menos do que seis pesquisas para o governo do Paraná devem ser divulgadas nesta semana. A primeira delas veio a público ontem, feita pelo instituto IRG, que sempre apresenta números diversos de outros institutos, especialmente Paraná Pesquisas, Quaest e Neokemp. Não significa dizer que o IRG esteja errado ou manipulando números, são apenas metodologias diferentes usadas por cada instituto de pesquisa.

Guerra na campanha

O eleitor paranaense começou a assistir nos últimos dias a uma verdadeira guerra eleitoral entre os candidatos Sandro Alex (PSD) e Sérgio Moro (PL), no horário gratuito do TRE no rádio e televisão e mesmo nas dezenas de inserções de publicidades diárias nas emissoras. Se isso vai convencer o eleitorado, só as urnas poderão responder. É um tiroteio danado, tipo salve-se quem puder. E vai piorar.