A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 54ª Delegacia Regional de Ivaiporã, cumpriu ontem mandados de prisão preventiva contra duas mulheres investigadas pela suposta prática dos crimes de furto qualificado e estelionato, em investigação envolvendo uma cooperativa de reciclagem do município.
De acordo com as investigações, uma das investigadas exercia a função de presidente da cooperativa e teria utilizado sua posição para realizar sucessivas movimentações financeiras em benefício próprio e de sua companheira, também investigada no caso. Os levantamentos apontaram transferências e saques de recursos pertencentes à entidade, além da contratação de empréstimos em nome da cooperativa.
A análise financeira identificou 199 operações bancárias envolvendo uma das investigadas, com saídas brutas de aproximadamente R$ 682 mil e prejuízo líquido estimado em R$ 301 mil. A Cooperativa de Materiais Recicláveis de Ivaiporã (Copemari) tem 28 cooperados que foram lesados pelos prejuízos.
As investigações também apontaram que uma das vítimas teria transferido aproximadamente R$ 146 mil às investigadas, acreditando que os valores seriam utilizados para auxiliar no pagamento de despesas e dos cooperados.
Além das prisões, a decisão judicial determinou medidas destinadas à preservação do patrimônio e à eventual reparação dos prejuízos, incluindo bloqueio de valores e restrição de transferência de veículos relacionados às investigadas.
A investigação prossegue com o objetivo de esclarecer integralmente os fatos, identificar eventual participação de outras pessoas e apurar a destinação dos recursos movimentados.
A Prefeitura de Ivaiporã está acompanhando o caso. A cooperativa é independente e gerida pelos próprios cooperados, mas presta serviços ao município. Além da venda dos materiais coletados, sua principal fonte de renda, a Copemari é remunerada pelos rejeitos retirados do material reciclável. Para amenizar os efeitos do rombo financeiro, a Prefeitura adiantou pagamentos e distribuiu cestas básicas aos cooperados.