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Produtos natalinos ficam até 67% mais caros nos supermercados da região

Renan Vallim

| Edição de 23 de novembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A valorização do dólar ao longo de 2018 deverá impactar na ceia de Natal, daqui a 30 dias. Frutas cristalizadas, castanhas e demais produtos importados sofreram aumento de quase 67% na comparação com o ano passado. Em algumas lojas e supermercados, o desinteresse dos consumidores em face ao preço alto fez com que a oferta destes produtos fosse reduzida. Em compensação, produtos locais ficaram mais baratos.

Imagem ilustrativa da imagem Produtos natalinos ficam até 67% mais caros nos supermercados da região

A moeda americana, utilizada nas transações comerciais internacionais, ficou 17,2% mais valorizada ao longo deste ano. Se, em janeiro de 2018, R$ 1 era equivalente a R$ 3,26, este valor passou para R$ 3,82 ontem. Com isso, produtos originários de outros países aumentaram de preço.
As frutas cristalizadas, por exemplo, subiram quase 67% de 2017 para cá. O pacote de 150 gramas, que era comercializado a R$ 1,50, hoje chega a R$ 2,50. Já o pacote de 100 gramas de ameixas secas passou de R$ 1,20 para R$ 1,95, alta de 62,5%. Uvas passas e damascos, por sua vez, cresceram 25%. O primeiro passou de R$ 15,20 para R$ 18,99 o quilo. Já o segundo passou de R$ 33,60 para R$ 42. A cidra, também tradicional nesta época do ano, ficou 10% mais cara, de R$ 3,60 para R$ 4 a garrafa, em média.
Carla Matias, auxiliar administrativo de uma loja de frios em Apucarana, explica que o impacto do dólar nos preços fez com que a procura por estes itens caísse em relação ao ano passado. “Nossa expectativa é de que, com a proximidade do Natal, a busca aumente. No entanto, acreditamos que não irá se igualar a outros anos, por conta do preço alto”.
Por conta dos valores mais altos, o estabelecimento onde Carla ajuda a gerenciar o estoque não adquiriu alguns produtos, como castanhas e nozes importadas. “Preferimos não comprar alguns itens mais caros porque eles precisam ter giro rápido. Se eles não venderem, o produto acaba sendo perdido, porque não é possível estocar. Portanto, resolvemos não arriscar”, ressalta.
Já os produtos nacionais ficaram mais baratos. É o caso da castanha do Pará, cujo custo do pacote de 150 gramas passou de R$ 18,50 para R$ 8, queda de 56,7%. A castanha de caju, que custava R$ 12 no ano passado, hoje pode ser encontrada por R$ 10, queda de 16,7%.
“Como estes produtos são nacionais, não são afetados pelo dólar alto”, diz Lucas Guimarães dos Santos, comprador de uma rede de supermercados de Arapongas e região. “O preço, nesse caso, acaba dependendo da safra. No ano passado, a produção destas duas castanhas ficou abaixo do esperado, elevando o preço no mercado. Porém, neste ano, a produção foi boa e, com isso, o preço caiu”, destaca.