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BC liquida Reag ligada às suspeitas de fraude no Banco Master

(via Agência Brasil)

| Edição de 15 de janeiro de 2026 | Atualizado em 15 de janeiro de 2026

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O Banco Central anunciou a liquidação da antiga Reag Investimentos, agora conhecida como CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, uma instituição financeira envolvida em suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master.

Localizada em São Paulo, a empresa e seu fundador, João Carlos Mansur, foram alvos de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero.

A liquidação extrajudicial foi decretada devido a graves violações das normas que regem as atividades das instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN), conforme comunicado do Banco Central. A entidade afirmou que continuará adotando todas as medidas necessárias para apurar as responsabilidades legais.

Com a medida, os bens dos controladores e ex-administradores da Reag Investimentos ficarão indisponíveis, não podendo ser alienados, conforme previsto na legislação para evitar a dilapidação do patrimônio.

A Reag Investimentos é classificada como uma instituição financeira do segmento S4, representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do SFN. Devido ao menor risco à estabilidade do sistema, esse segmento possui uma regulação mais simplificada.

A Reag atuava principalmente como administradora de cerca de 90 fundos de investimentos, cada um reunindo recursos de diversos investidores. Com a liquidação, esses fundos precisarão buscar uma nova gestora para seus recursos.

A instituição é suspeita de administrar fundos fraudulentos ligados ao Banco Master, operando um esquema de depósitos e retiradas por diversos fundos para ocultar o beneficiário final do dinheiro.

As investigações indicam que as fraudes podem ultrapassar R$ 11 bilhões, envolvendo o desvio de recursos do SFN para enriquecer pessoalmente os envolvidos, principalmente Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seus familiares.

O caso, inicialmente investigado pela Justiça Federal, foi transferido para o Supremo Tribunal Federal (STF) devido a suspeitas de envolvimento de pessoas com foro privilegiado.

O ministro Dias Toffoli, relator do caso, autorizou as diligências que tiveram ex-executivos da Reag e do Master como alvo. No entanto, Toffoli foi questionado por ter viajado em um avião particular com um dos advogados do caso, pouco antes de decretar sigilo absoluto sobre o processo.

Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) também está analisando o escândalo, ameaçando realizar uma inspeção sobre os procedimentos que levaram o Banco Central a liquidar o Banco Master.



Com informações da Agência Brasil