A Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressou sua preocupação em relação à recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que anulou as tarifas sobre produtos importados, anteriormente impostas pelo ex-presidente Donald Trump. A entidade destacou que está observando os desdobramentos com cautela, devido ao impacto potencial nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Segundo dados de 2024 do United States International Trade Commission (USITC), a remoção das tarifas adicionais de 10% e 40% sobre produtos brasileiros pode resultar em um aumento de US$ 21,6 bilhões nas exportações para os Estados Unidos. Ricardo Alban, presidente da CNI, enfatizou a importância dessa decisão para o comércio brasileiro, dada a significativa parceria entre os dois países.
Impacto nas Tarifas e Segurança Nacional
A decisão da Suprema Corte derruba tarifas impostas com base na International Emergency Economic Powers Act (Ieepa), mas outras tarifas, como as da seção 232 da Trade Expansion Act, que se referem a questões de segurança nacional, continuam em vigor. Além disso, tarifas sobre práticas comerciais desleais podem levar a novas medidas dos Estados Unidos contra o Brasil.
Setor do Café Comemora
A indústria do café, fortemente afetada pelas tarifas, celebrou a decisão. Pavel Cardoso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), destacou que a decisão reforça a segurança jurídica nas relações comerciais internacionais. Ele ressaltou a importância de previsibilidade e regras claras para garantir estabilidade e investimentos no setor.
Repercussão em Outros Setores
Outros setores, como o de plástico e pescado, também receberam a decisão com otimismo. A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) considerou a decisão um alívio, reduzindo a pressão tarifária sobre as exportações brasileiras. No entanto, a Abiplast continuará monitorando os desdobramentos, especialmente após o anúncio de uma nova tarifa global de 10% pelo presidente Donald Trump.
Por sua vez, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) vê a decisão como uma oportunidade para aumentar a presença no mercado norte-americano, projetando um crescimento significativo nas exportações de pescados.
Indústria Têxtil e Novos Desafios
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) também acompanha a decisão com cautela, destacando a importância do diálogo e previsibilidade no comércio internacional. As tarifas elevadas já aplicadas aos produtos têxteis e de vestuário pelos EUA podem comprometer a competitividade das exportações brasileiras.
Com informações da Agência Brasil