ECONOMIA

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Dólar sobe para R$ 5,11, e bolsa fica estável, apesar de tensão global

(via Agência Brasil)

| Edição de 17 de julho de 2026 | Atualizado em 17 de julho de 2026

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O dólar encerrou a semana com uma leve alta em relação ao real, enquanto o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos. O petróleo, por sua vez, disparou quase 5% nesta sexta-feira (17), em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. O pessimismo com empresas de inteligência artificial também influenciou as negociações globais.

O aumento nos preços do petróleo ajudou a mitigar as perdas da moeda brasileira e sustentou as ações da Petrobras, mas não foi suficiente para evitar a queda da bolsa brasileira.

Principais números:

  • Dólar à vista: +0,24%, a R$ 5,111;
  • Ibovespa: -0,06%, aos 173.714,08 pontos;
  • Petróleo Brent: +4,59%, a US$ 88,10 o barril;
  • Petróleo WTI: +4,48%, a US$ 82,49 o barril.

Câmbio

O dólar acompanhou o fortalecimento da moeda norte-americana frente às divisas de países emergentes, em um dia marcado pela aversão ao risco. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã aumentou a busca por ativos considerados mais seguros, favorecendo a moeda dos EUA.

A divisa chegou à máxima de R$ 5,133 por volta das 10h30, mas perdeu força ao longo da tarde, fechando o dia cotada a R$ 5,111, com alta de 0,24%. Na semana, a variação foi praticamente nula, com o dólar caindo 1% frente ao real em julho. Em 2026, a moeda acumula desvalorização de 6,88%.

Apesar do cenário externo desfavorável, o real teve um desempenho melhor que o de outras moedas emergentes. O aumento nos preços do petróleo beneficiou a perspectiva para os termos de troca do Brasil, importante exportador da commodity, reduzindo parte da pressão cambial. O aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros permaneceu em segundo plano para os investidores.

Mercado de ações

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sexta-feira com uma leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, marcando a primeira perda semanal em um mês. O índice chegou a operar em alta durante parte do pregão, mas perdeu força à medida que os juros futuros avançaram e as ações ligadas ao consumo passaram a liderar as perdas.

O desempenho da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, limitou as perdas do principal índice da B3. Em contrapartida, ações de bancos recuaram em bloco, enquanto empresas dos setores de varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas.

Além da tensão geopolítica, investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira medida pelo IBC-Br de maio e os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

No exterior, a queda das ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados globais, reforçando o movimento de migração para ativos com menor risco.

Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta após a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e o aumento das preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.

O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, avançou 4,59%, encerrando o dia a US$ 88,10 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 4,48%, para US$ 82,49.

As duas referências acumulam valorização próxima de 16% na semana, refletindo o receio de que a escalada do conflito provoque novos choques de oferta e mantenha elevada a pressão sobre os preços da energia, com potencial impacto sobre a inflação global e as expectativas para a política monetária das principais economias.

*Com informações da Reuters

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Com informações da Agência Brasil