ECONOMIA

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São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUA

(via Agência Brasil)

| Edição de 17 de julho de 2026 | Atualizado em 17 de julho de 2026

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Os estados de São Paulo e Santa Catarina são os mais impactados pelo recente aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Dos US$ 7,4 bilhões em exportações afetadas pela tarifa de 25%, São Paulo responde por US$ 3 bilhões.

São Paulo, o estado economicamente mais forte do Brasil, sozinho representa 41,6% do valor total das exportações atingidas, o que equivale a 20% das exportações paulistas para os EUA. Santa Catarina enfrenta uma situação ainda mais crítica, com 68% de suas exportações para os EUA afetadas.

Os dados são da Apex Brasil, a Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, vinculada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI). A agência anunciou um plano de R$ 130 milhões para ajudar as empresas a diversificarem seus mercados.

O setor madeireiro do Paraná também será fortemente impactado. Atualmente, 30% das importações de madeira dos EUA vêm do Brasil, e 66,7% desse total é originário do Paraná.

“Isso é prejudicial para as empresas paranaenses do setor madeireiro, para os importadores de madeira nos EUA e para a construção civil americana, impactando a inflação nos EUA”, comentou Laudemir Müller, presidente da Apex Brasil.

Ontem, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) confirmou uma tarifa adicional de 25% sobre alguns produtos brasileiros, alegando práticas comerciais "desleais" por parte do Brasil.

O governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas para a taxação. As novas tarifas entrarão em vigor a partir de 22 de julho, afetando 19,2% do total exportado para os EUA.

Granito

Além da madeira, os EUA também são grandes importadores de granito brasileiro, que foi incluído no aumento tarifário. Dados da Apex Brasil indicam que 36% do granito importado pelos EUA vem do Brasil, sendo utilizado na construção civil.

“Não há como, de uma hora para outra, o americano substituir 30% do suprimento de madeira do Brasil ou buscar granito em outro lugar, dada a dependência de 36%”, afirmou Laudemir Müller, presidente da Apex Brasil.

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Com informações da Agência Brasil